Africanos consideram 'sombrias' perspectivas para Copenhague

Líderes de países do continente discutem para alcançar uma posição comum final para a cúpula da ONU

Efe,

18 Novembro 2009 | 15h32

A três semanas da Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, não há indicações encorajadoras sobre o nível de preparação dos países industrializados para responder às demandas dos em de desenvolvimento, disse nesta quarta-feira, 18, o primeiro-ministro da Etiópia, Meles Zenawi.

 

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Zenawi é o coordenador da Conferência de chefes de Estado e de Governo Africanos sobre a Mudança Climática (CAHOSCC, na sigla em inglês), que negociará a posição da África na cúpula da ONU, que reunirá de 7 a 18 de dezembro na capital dinamarquesa ministros do Meio Ambiente e do Clima de 43 países.

 

"Temos poucas semanas até (a conferência de) Copenhague e as perspectivas não são encorajadoras. A África necessita concretizar sua posição comum final", disse Zenawi, em um encontro da CAHOSCC na sede da União Africana (UA) em Adis-Abeba, capital da Etiópia.

 

O presidente da comissão da UA, Jean Ping; o vice-presidente, Erastus Mwencha; os presidente de Uganda, Youeri Museveni; e o do Quênia, Mwai Kibaki; assim como representantes e analistas dos dez países que compõem a CAHOSCC, participaram da reunião preparatória final para a conferência de Copenhague.

 

A CAHOSCC é formada por Líbia, Argélia, República Democrática do Congo, Uganda, Quênia, África do Sul, Nigéria, Mauricio, Moçambique e Etiópia.

 

"A minha opinião é de que chegou o momento em que o grupo dos dez, encomendado pela UA para falar em nome da África, chegue a uma posição comum para o continente", insistiu Zenawi, no início da reunião.

 

Em entrevista coletiva depois do encontro, realizado a portas fechadas, Zenawi disse que a CAHOSCC tinha alcançado consenso nos assuntos-chave que negociará em nome da África em Copenhague e que as prioridades para o continente serão "a mitigação e a adaptação".

 

"Foram feitos muitos cálculos, incluindo o de um investimento de US$ 100 bilhões anuais a partir de 2020, determinado por alguns especialistas. Estudaremos todas as possibilidades e seremos muito flexíveis nos números, mas estabelecemos um mínimo abaixo do qual não podemos ir", disse Zenawi, que reiterou que não podia divulgar esse valor ainda.

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