'Acordo está pronto no nível político, só falta acertar linguagem', diz Izabella sobre COP 21

Segundo a ministra, temas como diferenciação entre países desenvolvidos e em desenvolvimento e finanças ainda são os mais complicados nas negociações da Conferência do Clima em Paris

Giovana Girardi e Andrei Netto, O Estado de S. Paulo

10 Dezembro 2015 | 15h13

PARIS - A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse nesta quinta-feira, 10, ao Estado que as discussões da Conferência do Clima da ONU, que ocorrem em Paris, estão em uma atmosfera positiva. "O acordo está feito no nível político. Todo mundo sabe o que podemos fazer. O que não está decidido ainda é a linguagem", disse. 

Ela se referiu ao momento em que estão as negociações em torno de um novo acordo global para o combate às mudanças climáticas. Nesta quarta-feira, o presidente da COP 21, o chanceler francês, Laurent Fabius, entregou um novo rascunho do texto. Os negociadores passaram a noite inteira discutindo a proposta e foram até as cinco da manhã debatendo as possibilidades. 

Fabius está trabalhando para entregar uma nova proposta, incorporando essas sugestões, às 19h de Paris (16h em Brasília). 

Segundo a ministra, temas como diferenciação entre países desenvolvidos e em desenvolvimento e finanças ainda são os mais complicados. "Estamos discutindo como podemos traduzir este entendimento comum sobre os próximos passos em relação às INDCs (conjunto de compromissos sugeridos pelos países), o progresso (dessas metas), e como será esse processo, de modo flexível, transparente. Discutindo como podemos traduzir isso em uma linguagem diplomática do acordo. Este é o desafio que temos hoje", explicou. 

Nesta quinta, Izabella se encontrou com o secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, com o negociador da China, com membros do grupo de países do Caribe e com representantes da Alemanha para discutir onde mais é possível evoluir nas negociações. 

"Minha sensação é de que teremos alta ambição. O que precisamos achar são as palavras certas para deixar os países confortáveis e isso não é fácil. Isso é a diplomacia do carbono. Mas estou confiante", disse Izabella. 

 

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