Aben diz que Brasil não deve mexer em seu programa nuclear

Do presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear: ‘o emocional supera o racional nas discussões sobre o tema neste momento’

Agência Brasil

31 de março de 2011 | 10h45

O presidente da Associação Brasileira de Energia Nuclear (Aben), Edson Kuramoto, disse na audiência pública realizada nesta quinta-feira na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) que o país não deve promover mudanças no programa nuclear brasileiro em função da catástrofe que afetou o complexo de Fukushima, no Japão, no último dia 11.

“Hoje, não teria sentido discutir isso porque o emocional está muito acima do racional. Qualquer decisão que se tome hoje será influenciada pelo emocional, não pelo racional. Seria mais prudente que a análise fosse feita no futuro, após o domínio desse acidente e de suas consequências”, disse à Agência Brasil. A audiência pública foi chamada para discutir a segurança das usinas em Angra dos Reis (RJ). 

 

O presidente da Aben ressaltou a importância da energia nuclear para o desenvolvimento do Brasil. Disse que isso foi demonstrado no documento Planejamento Energético 2030 e na revisão até 2035. Afirmou que a opção de energia hidráulica é limitada e, "a partir de 2025, estará esgotada”. A partir daí, disse o que o país precisará de uma alternativa que gere energia em grande escala. “E as usinas nucleares estão disponíveis para contribuir no desenvolvimento do país. É uma alternativa estratégica e deve ser tratada como tal”.

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