A década do mercado de carbono
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A década do mercado de carbono

Com a sustentabilidade entrando de vez nas prioridades de empresas e governos, o comércio de créditos de CO2 ganhará grande impulso nos próximos anos. A Moss, empresa brasileira, é uma plataforma para esse tipo de negociação

Moss, Estadão Blue Studio
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11 de junho de 2021 | 10h47

O mercado de carbono é um tema sobre o qual certamente ouviremos falar muito ao longo da década que está começando. Trata-se do comércio de créditos realizado entre instituições que conseguiram reduzir suas emissões de gases causadores do efeito estufa e outras interessadas em comprar esses créditos como parte da estratégia para alcançar metas de sustentabilidade. A regulamentação internacional desse mercado será um dos principais temas em discussão na COP-26, a 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, que ocorrerá em novembro em Glasgow, Escócia.

“O mercado de carbono é uma alternativa econômica que contribui efetivamente para o combate ao aquecimento global”, disse o ambientalista Fábio Feldmann durante mesa-redonda promovida em parceria pelo Estadão Blue Studio e pela Moss, empresa brasileira que atua no comércio de créditos de carbono. “Somos como um supermercado online de créditos de carbono, com atuação global”, explicou o fundador e CEO da Moss, Luis Felipe Adaime, durante a conversa mediada pelo jornalista Maurício Oliveira.

Futuro melhor

Para explicar de forma didática a atuação da empresa, Adaime a comparou à lógica da Amazon nos anos 1990, quando surgiu como livraria digital pioneira. “O site comprava livros em grande quantidade, obtendo descontos por isso, e vendia no varejo. É o que fazemos na Moss, se trocarmos o produto livro por créditos de carbono e incluirmos a adoção de blockchain”, ele explicou. Essa nova tecnologia de padronização e segurança de informações e contratos é fundamental, observa o executivo, para assegurar operações plenamente seguras, incluindo a emissão de certificados que seguem protocolos internacionais.

 Adaime fundou a Moss em março do ano passado – exatamente no início da quarentena, o que se tornou algo bastante simbólico, já que a disseminação do vírus pelo planeta é em grande parte decorrência da destruição do meio ambiente. “Eu havia trabalhado por 18 anos no mercado financeiro, e, aos 39 anos, com minha filha recém-nascida, bateu aquela crise: o que eu posso fazer que realmente contribua para um futuro melhor?”, descreveu o criador da Moss. Ele conversou com vários amigos – inclusive com o próprio Fábio Feldmann, que considera um ídolo pela trajetória de quatro décadas em defesa do meio ambiente, incluindo a criação da Fundação Mata Atlântica, em 1986. “Essas pessoas me contaram sobre o mercado de carbono, sobre o qual eu conhecia pouco. Eu me aprofundei e fiquei fascinado com a importância cada vez maior que esse tema terá daqui para a frente.”

 A longa experiência de Feldmann com o tema, incluindo várias decepções acumuladas ao longo do tempo, não eliminaram seu otimismo. “O nível de consciência que temos hoje, em comparação à década de 1980, é imensamente maior. O que está faltando é partir de vez do discurso para a ação, mesmo porque a janela de oportunidade está diminuindo a cada dia. É preciso imprimir mais velocidade na redução dos gases de efeito estufa”, ele avalia.

Para Feldmann, a disseminação do conceito de ESG no mercado brasileiro (a sigla é composta pelas iniciais, em inglês, de Ambiental, Social e Governança, o tripé sobre o qual as políticas corporativas de sustentabilidade devem ser baseadas) está contribuindo para formar boas expectativas. “A sustentabilidade ganhou protagonismo no mundo empresarial, por questão de competitividade e também para evitar riscos à longevidade.”

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O mercado de carbono é uma alternativa econômica que contribui efetivamente para o combate ao aquecimento global
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Fábio Feldmann, ambientalista

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Somos como um supermercado online de créditos de carbono, com atuação global
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Luis Felipe Adaime, Fundador e CEO da Moss

 

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