55 nações definem suas metas no Acordo de Copenhague

Em geral países reiteraram compromissos de redução das emissões revelados na cúpula do clima em dezembro

Reuters

01 Fevereiro 2010 | 18h11

Cinquenta e cinco nações, juntas responsáveis por quase 80% das emissões mundiais de gases de efeito estufa, estabeleceram suas metas nacionais de redução de emissões até 2020 para combater as mudanças climáticas dentro do prazo fixado pelo "Acordo de Copenhague", informou a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta segunda-feira. 

 

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"Isso representa um fortalecimento importante das negociações da ONU para as mudanças climáticas", disse Yvo de Boer, chefe do Secretariado de Mudanças Climáticas da ONU, disse sobre as metas apresentadas até 31 de janeiro. 

 

Os países, incluindo os principais emissores, liderados pela China e pelos Estados Unidos, de forma geral reiteraram os compromissos revelados antes da cúpula do clima da ONU, em dezembro em Copenhague, que desapontou muitos países por falta de acordo sobre um novo tratado vinculativo da ONU. 

 

De Boer disse que as metas abrangeram 55 países e que representam 78% das emissões globais pelo uso de energia. "Ambições maiores são necessárias para cumprir a escala do desafio", disse. "Mas eu vejo essas promessas como sinais claros da vontade de prosseguir com as negociações para uma conclusão bem-sucedida." 

 

O México sediará a próxima reunião anual da ONU, no final de novembro e início de dezembro de 2010, como parte dos esforços mundiais para evitar mais secas, incêndios, inundações, extinção de espécies e aumento do nível do mar. 

 

O Acordo de Copenhague pretende limitar o aumento da temperatura global em 2ºC acima dos níveis pré-industriais e estabelece uma meta de US$ 100 bilhões por ano às nações em desenvolvimento a partir de 2020 para ajudar a enfrentar as mudanças climáticas.

 

O acordo deixou em aberto para os países apresentarem suas metas climáticas até 31 de janeiro. Especialistas dizem que os atuais compromissos de redução das emissões dos países são demasiado permissivos e isso poderá significar aumento da temperatura em mais de 2ºC.

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