2/3 apostam em transformação de estilo de vida contra efeito da mudança climática

Levantamento mostra que maioria acredita que novos hábitos são mais importantes do que o uso da tecnologia para resolver problema

Cláudia Trevisan, Correspondente

05 Novembro 2015 | 18h01

WASHINGTON - Grandes mudanças de estilo de vida serão mais importantes para reduzir os efeitos da mudança climática do que o uso da tecnologia, na avaliação de quase dois terços do entrevistados pelo Pew Research Institute em 40 países dos cinco continentes. As mulheres e pessoas com visões políticas progressistas tendem a colocar mais ênfase na necessidade de transformação de hábitos do que os homens e os conservadores.

Os brasileiros lideram esse ranking, com 89%, seguido dos franceses e sul-coreanos, ambos com 83%. Os índices superam a mediana global de 67% que manifestaram a mesma opinião. No Brasil, apenas 10% acreditam que a tecnologia poderá sozinha resolver o problema da mudança climática, menos da metade da mediana global de 22%.

Por região, os mais elevados níveis de apoio a mudanças de estilo de vida são registrados na América Latina (83%) e na Europa (73%). Entre os americanos, donos da maior emissão per capita do planeta, 66% defendem a transformação de hábitos, enquanto 23% acreditam no poder da tecnologia. Na China, uma parcela de 30% sustenta que a tecnologia poderá resolver o problema, enquanto 58% veem a necessidade de mudanças no estilo de vida.

Com uma maioria de 78%, o Brasil está entre os países que mais defendem o desenvolvimento de fontes alternativas de energia limpa, como solar e eólica. A expansão na exploração de petróleo, gás e carvão é apoiada por 11% dos entrevistados, mesmo índice dos que se dizem favoráveis à construção de usinas nucleares. O apoio à criação de fontes alternativas de energia é menor nos demais países do BRICS: 51% na China, 44% na Índia, 29% na África do Sul e 28% na Rússia.

 

 

Mais conteúdo sobre:
América Latina Europa

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.