200 mil km² do fundo do mar estão mortos, diz WWF

Área dos hiperfertilizada oceanos cresceu 4 vezes nos últimos 13 anos e é grande ameaça à biodiversidade

Efe

06 Junho 2008 | 15h49

Cerca de 200 mil quilômetros quadrados de fundo do mar estão praticamente mortos, quase quatro vezes mais que há 13 anos, segundo um relatório apresentado nesta sexta-feira, 6, em Hamburgo pelo Fundo Mundial da Natureza (WWF, em inglês) por ocasião do Dia Mundial dos Oceanos, celebrado em 8 de junho.   "Estamos utilizando os oceanos como aterro de lixo e estamos lhes tirando o ar para respirar. As principais ameaças para os mares são a pesca predatória, a mudança climática e a falta de oxigênio", disse o autor do relatório, Jochen Lamp.   O mar com a maior superfície "morta" é o Báltico, com um total de 42 mil quilômetros quadrados, e até 90 mil quilômetros nos piores momentos de crise, mas no Golfo do México, no Mar Negro e no Adriático também há grandes regiões de fundo marinho asfixiado, principalmente pelos vazamentos de pesticidas.   A asfixia ocorre através das águas dos rios, que transportam grandes quantidades de fósforo e nitratos até os oceanos. Estes adubos impulsionam o início do crescimento da flora marinha e das algas, mas acabam provocando a extinção dos organismos e a falta de oxigênio. Os peixes morrem ou acabam fugindo para outras regiões.   "Antes, o Mar Báltico era de águas claras. Hoje, está turvo e muito fertilizado, apesar de toda tentativa para salvá-lo. A limpeza dos mares deve, portanto, se tornar prioridade de todos os Governos ribeirinhos", afirmou Lamp, que acrescentou que o Báltico possui hoje quatro vezes mais fósforo e nitrogênio que há 100 anos.   As conseqüências da asfixia dos mares são dramáticas não só do ponto de vista ecológico, mas também econômico, pois representa o fim da pesca e, portanto, do sustento de muitas pessoas, acrescenta o WWF, que pediu à União Européia para suspender os subsídios à agricultura convencional para frear a hiperfertilização dos mares.

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