13 países elaboram plano para salvar tigres da extinção

A declaração agora será submetida à aprovação dos chefes de Estado dos 12 países asiáticos e Rússia

Associated Press,

29 Janeiro 2010 | 16h11

Doze nações asiáticas e a Rússia comprometeram-se, nesta sexta-feira, 29, em dobrar a população de tigres na natureza até 2022, reprimir a caça ilegal e proibir a construção de estradas e pontes que possam prejudicar o hábitat dos felinos.

 

No entanto, a declaração histórica adotada pelos 13 países que abrigam tigres na natureza não inclui mais verba para financiar os esforços de preservação. O acordo fala apenas em procurar organizações como o Banco Mundial e desenvolver esquemas para obter acesso ao dinheiro gerado por ecoturismo, créditos de carbono e projetos de infraestrutura.

 

Cerca de 3,5 mil tigres existem na natureza, de 100 mil no início do século 20. David Longstreath/AP

 

"Esta é uma reunião histórica. Antes dela, não havia muita gente prestando atenção nos tigres", disse o ministro de recursos Naturais e Meio Ambiente da Tailândia, Suwit Khunkitti, após a reunião de três dias na cidade de Hua Hin. "Deter o desaparecimento dos tigres é muito importante para todos nós".

 

A declaração agora será submetida à aprovação dos chefes de Estado dos 13 países, durante uma reunião marcada para setembro em Vladivostok, na Rússia.

 

O número de tigres que vivem livres na natureza vem caindo por causa da expansão das áreas ocupadas por seres humanos e da caça ilegal que abastece um mercado de derivados de tigre usados em medicina tradicional. De um total estimado em 100 mil no início do século 20, o número de tigres livres hoje caiu a menos de 3.500.

 

Além da meta de dobrar a população, os países concordaram em proteger os hábitats centrais dos tigres, bem como zonas de amortecimento e corredores que ligam santuários e parques.

 

Os governos também se comprometeram em reduzir a caça ilegal por meio de reforço no policiamento, e reduzir os confrontos entre tigres e seres humanos com a criação de empregos e outras medidas.

 

O único revés, disseram delegados, foi o esforço bem-sucedido, por parte da China, em retirar da declaração o trecho que pedia uma proibição permanente no comércio de tigres.

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