11 tipos de tubarões correm risco de extinção, diz organização

Relatório elaborado por 13 instituições e 15 cientistas atribui perigo à pesca predatória em alto mar

Efe,

22 de maio de 2008 | 13h26

A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, em inglês) advertiu nesta quinta-feira, 22, que das 30 espécies de tubarões pelágicos - que vivem em alto mar -, 11 correm risco de extinção. A vice-presidente do Grupo Especialista em Tubarões da IUCN, Sonja Fordham, apresentou em Bonn o estudo "Você pode nadar, mas não pode se esconder: o status global e a conservação dos tubarões pelágicos", dentro da 9ª Conferência das Partes (COP9) da Convenção de Diversidade Biológica da ONU. O relatório, elaborado por 15 cientistas de 13 institutos de pesquisa, atribui este perigo de extinção tanto à pesca predatória em alto mar quanto à cada vez maior demanda de sopa de barbatana de tubarão nos países asiáticos. "Apesar de crescerem as provas do aumento das ameaças contra estes espécies, não há limites internacionais para a pesca de tubarões oceânicos. Nossas investigações demonstram que é necessário agir em nível global se quisermos uma pesca sustentável", apontou Fordham. O texto revela que a cada ano são comercializados no mundo 38 milhões de exemplares de tubarão, entre três e quatro vezes mais do que permite a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO). O relatório tem como objeto de estudo 21 das 30 espécies de tubarões pelágicos, aqueles que nadam a menos de 200 metros da superfície e são mais suscetíveis de ser pescados. A IUCN reivindica aos membros da conferência (189 países e a União Européia) que estabeleçam limites para a captura de tubarões atendendo a uma base científica e que acabem com as práticas pesqueiras exclusivamente destinadas a cortar as barbatanas do animal e devolver seu corpo morto ao mar. O ministro do Meio Ambiente alemão, Sigmar Gabriel, advertiu na abertura da conferência, que termina no dia 30, que uma em cada três espécies marinhas corre risco de extinção e que, se continuar o atual ritmo de capturas, a pesca comercial será inviável a partir de 2050. A Conferência das Partes é o órgão máximo da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB), primeiro acordo mundial que aborda integralmente todos os aspectos da biodiversidade, desde recursos genéticos até espécies e ecossistemas.

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