Desmatamento explode na Amazônia

Desmatamento explode na Amazônia

Taxa de 2020 deverá ser 186% maior que a de 2012

João Paulo Capobianco - Vice-presidente do Conselho Diretor do IDS

07 de agosto de 2020 | 17h06

 

O desmatamento acumulado entre agosto de 2019 e julho de 2020 é 34,49% superior ao período anterior (2018/19) e 71,80% maior em relação à média anual dos últimos quatro anos.

Dados do Deter, divulgados hoje (7/8) pelo Inpe, informam que o desmatamento na Amazônia em julho foi de 1.654,32 km2, consolidando um acumulado anual de 9.205 km2.

Considerando a diferença média dos últimos quatro anos entre os dados do Deter e o Prodes , a taxa de desmatamento na Amazônia que será anunciada pelo Inpe no final de 2020 deverá superar os 13.100 quilômetros quadrados, um crescimento de 186,5% em relação à taxa do ano de 2012, quando o Plano de Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia (PPCDAm) viabilizou a redução do desmatamento para a menor taxa da história (4.571 km2).

Os dados são do DETER. Em operação desde 2004, o Deter – Detecção de Desmatamento em Tempo real, foi concebido pelo Inpe, a pedido do MMA – Ministério do Meio Ambiente, como um sistema de alerta para suporte à fiscalização e controle de desmatamento. São mapeadas tanto áreas de corte raso, quanto áreas em processo de desmatamento por degradação florestal.

Já o Prodes – Monitoramento da Amazônia Brasileira por Satélite – criado na década de 1980, é responsável por emitir a taxa anual oficial do desmatamento, mede o corte raso anual em polígonos superiores a 6,25 hectares. O período de análise compreende o início do mês de agosto ao final do mês de julho do ano seguinte.

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