Povo Pankararu faz financiamento coletivo para encontro anual em São Paulo
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Povo Pankararu faz financiamento coletivo para encontro anual em São Paulo

Maria Fernanda Ribeiro

19 de março de 2019 | 07h16

O povo Pankararu da cidade de São Paulo está com um projeto de financiamento coletivo no site Kickante para a realização da sua festa anual. O objetivo é arrecadar R$ 5.000 para o encontro que acontecerá no dia 27 de abril. Estima-se que somente na capital haja 2.000 moradores dessa etnia, oriunda dos estados de Pernambuco, Alagoas e Bahia.

A relação deles com São Paulo vem junto com a história dos migrantes do Nordeste que desembarcaram na capital em busca de melhores condições de vida. O êxodo rural indígena, também consequência das frustrações e dificuldades com a seca e o relevo, começou na década de 30. Eles chegaram para a construção civil, que se acentuou com a construção do Estádio Cícero Pompei de Toledo, o estádio do Morumbi, e por aqui ficaram.

Estabeleceram-se na região do Real Parque, na zona Sul de São Paulo, e encontraram ali um espaço para exercer a própria cultura e as tradições ancestrais. Atualmente vivem no bairro 160 famílias Pankararu. De acordo com Clarice Pankararu, tais encontros são para semear aos indígenas mais jovens e que já nasceram fora das aldeias, suas tradições, para que não esqueçam suas origens e, assim, cultivem-as. “Também é um convite para a sociedade civil conhecer a pluralidade da identidade nacional brasileira.”

Além dos Pankararu, o evento deve contar também com integrantes de outros povos – Pankararé, Pankará, Carari-xocó, Wassul-cocal – para engrossar a festa e espalhar cultura e diversidade, com comidas e danças típicas e venda de artesanato. O dinheiro arrecadado no Kickante será utilizado para comprar alimentos para o dia do encontro para que as refeições estejam garantidas aos indígenas que chegam de outras regiões, como Guarulhos, Capão Redondo, Campo Limpo, Paraisópolis e São Matheus.

A recompensa para quem puder contribuir com qualquer valor é ver de perto como é possível ser indígena habitando uma das maiores cidades do mundo. Fácil não é, mas a resistência dos povos originários está aí não só para ser apreciada, mas também aprendida. Para colaborar, clique aqui.

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