Meio Ambiente: equipe palaciana pode levar o presidente Temer a atirar no próprio pé

Dener Giovanini

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Se existe um setor do governo do qual o presidente Michel Temer não pode se queixar é a área ambiental. O ex-ministro Sarney Filho deixou o ministério do Meio Ambiente com o mais alto índice de aprovação entre todas as pastas do governo, de acordo com a recente pesquisa da CNI/IBOPE. E o maior mérito de Sarney Filho, durante a sua gestão, foi exatamente construir uma sólida ponte para o diálogo entre o governo e a sociedade civil organizada. E somente um nome com talento para a interlocução e, principalmente, com reconhecida capacidade de articulação institucional, será capaz de dar continuidade a estabilidade política da área ambiental.

Se forem confirmadas as suspeitas de que a equipe palaciana pretende entregar o MMA para o comando dos ruralistas, o mar sereno deixado por Sarney Filho poderá se transformar em águas revoltas em curtíssimo prazo.

E isso é tudo que o presidente Temer não precisa nesse momento.

Apesar de ser do Partido Verde (PV), Sarney Filho foi uma escolha pessoal do presidente da República. Sozinho o PV nunca teve peso político suficiente para influir, decisivamente, na construção das estratégias implementadas pelo ex-ministro. Pelo contrário, em alguns momentos quase chegou a atrapalhar. Portanto, decidir o nome do futuro titular do Meio Ambiente apenas com base numa pretensa composição política, será um erro desnecessário.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

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