Leilão de carbono: preço deve ficar em torno de 19 euros a tonelada

Rodrigo Martins

24 Setembro 2008 | 17h43

Os créditos de carbono que irão a leilão amanhã (25), na BM&F Bovespa devem ser arrematados a cerca de 19 euros a tonelada de CO2, mais do que os 16,20 euros a que foram negociados os créditos no ano passado, quando a prefeitura de São Paulo fez a primeira vende dos títulos em bolsa, arrecadando R$ 35 milhões para o município. Nessa faixa de preço, o leilão de amanhã deve arrecadar em torno de R$ 38 milhões para o município.

A avaliação é de Maurik Jehe, superintendente da área de créditos de carbono do Banco Real. Segundo ele, o leilão deve atrair grandes grupos financeiros e empresas da área de energia, independente da atual crise do sistema financeiro global.

“A crise financeira tem influência sim, uma vez que o mercado é volátil. Mas essa influência é indireta e só deve se tornar relevante no médio ou longo prazo, se as economias dos países ricos entrarem em recessão”, diz. Segundo Jehe, no curto prazo a turbulência não tem influenciado o preço dos títulos porque estes são mais influenciáveis pelo preço do petróleo e carvão. “Mas de modo geral o mercado de créditos de carbono está em um bom momento e em expansão, por isso o preço este ano da tonelada de CO2 deve ficar entre 19 euros e 19,60 euros”, afirma.

No segundo leilão de créditos de carbono em bolsa de valores, serão negociados 713.000 títulos referentes às emissões de gases de efeito estufa que deixaram de ser emitidas na atmosfera a partir dos aterros sanitários Bandeirantes (454.343 créditos) e São João (258.657). Isso graças ao aproveitamento dos gases do aterro, em especial o metano, que são canalizados e geram energia elétrica.