As mais sustentáveis da bolsa

Rodrigo Martins

04 Setembro 2008 | 21h04

O Dow Jones Sustainability Index (DJSI), índice de sustentabilidade da Bolsa de Valores de Nova York, anunciou hoje a revisão de sua carteira, feita anualmente.

Este ano, 33 empresas entraram na carteira, e outras 25 saíram, totalizando 320 empresas no índice. O time de companhias brasileiras – Usiminas, Aracruz Celulose, Bradesco, Cemig, Itaú Holding Financeira, Itaúsa Investimentos e Petrobrás – foi engrossado pela Votorantim Celulose e Papel.

O DJSI foi o primeiro índice de bolsa a agregar empresas com base em informações sobre performance financeira, práticas socioambientais e de governança. Balizou, assim, um mercado para os investimentos socialmente responsáveis (Socially Responsible Investments – SRI), em ascensão no mundo todo. E inspirou outras bolsas a fazerem o mesmo – como a própria Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que desde 2005 mantém o ISE (Índice de Sustentabilidade Empresarial), atualmente com 40 ações de 32 empresas. O índice brazuca também passa por revisão anual, em dezembro.

A despeito da atual instabilidade das bolsas de valores, os fundos SRI estão em expansão. Nos EUA, saltaram de US$ 639 bilhões em 2005 para US$ 2,3 trilhões em 2007. No Brasil, essa indústria é incipiente, mas já movimenta R$ 1,7 bilhão em ativos em 14 fundos.

Retorno

Nesse campo,vale ressaltar estudo feito pelo professor José Luiz Rossi, do Ibmec São Paulo. Rossi avaliou as empresas brasileiras listadas no ISE da Bovespa e conclui que as empresas que se preocupam em colocar a sustentabilidade na estratégia do negócio tem, sim, um valor de mercado até 19% superior em relação às empresas que não possuem essa estratégia.