Queimadas voltam ao Pantanal e número de focos em outubro já é 957% maior que em 2018

Queimadas voltam ao Pantanal e número de focos em outubro já é 957% maior que em 2018

Até este domingo, 27, foram registrados 1.269 focos desde o dia 1º do mês, ante 120 no mesmo período do ano passado; é o terceiro mês consecutivo de queimadas acima da média

Giovana Girardi

28 de outubro de 2019 | 11h56

O Pantanal continua sofrendo com intensos focos de queimadas. Pelo terceiro mês seguido, o bioma úmido, pouco acostumado com incêndios, alcança números expressivos. Até este domingo, 27, foram registrados 1.269 focos desde o dia 1º do mês, ante 120 no mesmo período do ano passado – impressionante alta de 957% .

Houve uma queda em relação a setembro, quando foram registrados 2.887 focos, e bombeiros de outras regiões foram chamados a ajudar no combate ao fogo, mas é o número mais alto para o mês desde 2007, quando outubro inteiro tinha apresentado 1.481 focos.

Plumas de fumaça observadas por satélites do Programa Queimadas, do Inpe, no MS no último dia 25

As queimadas de setembro deste ano já tinham sido 267,7% maiores do que as de setembro de 2018 e foram devastadoras. E agosto, com 1.690 focos, tinha superado em 514% o mesmo mês do ano passado. Os dados são do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Relatos de biólogos e ambientalistas apontam que o problema maior neste momento está no Pantanal Sul.

Em setembro, reservas ecológicas foram queimadas, ameaçando programas de conservação da arara-azul.

De 1º de janeiro até este domingo, foram computados no Pantanal, bioma que se estende por Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, 7.321 focos de incêndios. O mesmo período do ano passado teve somente 1.504 focos – aumento de 386%. É o mais alto número de queimadas desde 2007, quando houve 9.438 focos para o período.

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