Zoo de São Paulo ganha macacos ameaçados de extinção

Vindos de Sorocaba, três exemplares são da espécie muriqui-do-sul, o maior primata brasileiro

José Maria Tomazela, Sorocaba

06 Maio 2013 | 18h49

SOROCABA – Em poucos dias, quem visitar o Zoológico de São Paulo poderá ver três habitantes inéditos no maior zoo do País. Os espécimes de muriqui-do-sul (Brachyteles arachnoides), o maior primata brasileiro, foram transferidos nesta segunda-feira (6) do zoológico de Sorocaba para o da capital e logo estarão expostos à visitação. Típico da Mata Atlântica e considerado o maior primata das Américas, o macaco, também conhecido como mono-carvoeiro, está entre os animais  que correm maior risco de extinção no mundo.

Estima-se que restem menos de mil indivíduos livres na natureza, estando a maior concentração nos parques estaduais do Vale do Ribeira, região sul de São Paulo. A destruição do habitat natural, a baixa taxa de reprodução da espécie e a caça são responsáveis pelo quase desaparecimento do muriqui. A mata atlântica é um dos sistemas mais vulneráveis do planeta. O animal é tão raro que existem somente 19 exemplares em cativeiro no Brasil, sendo 16 machos e apenas três fêmeas – uma delas deu à luz um filhote macho, no final de 2012.

O zoo de Sorocaba, onde ocorreu o nascimento, mantinha o maior plantel, com nove animais. A transferência de três indivíduos para o zoo da capital segue uma estratégia de preservação da espécie, explica o diretor do zoo de Sorocaba, Rodrigo Teixeira. “Tínhamos num lugar só quase a metade dos indivíduos em cativeiro, imagine se cai um raio no zoológico”, disse. Em troca dos muriquis, cedidos por empréstimo, o zoo de Sorocaba recebeu um casal com dois filhotes de bugio-preto. O muriqui é um dos candidatos a mascote dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016.

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