Verdes, mas ainda culpados

Matéria do The New York Times mostra como um casal faz para ‘economizar’ as fraldas descartáveis de seu bebê

Com informações do The New York Times

01 Outubro 2010 | 16h38

Josh Dorfman, autor de "The Lazy Environmentalist: Your Guide to Easy, Stylish, Green Living," ("O ambientalista preguiçoso: seu guia para ser mais verde com facilidade e estilo") não pode ser acusado de falhar ao tentar ser ecofriendly.

 

 

De acordo com matéria publicada no jornal The New York Times, ele e sua parceira, a acrobata Stephanie Holzen, e o filho de cinco meses do casal, Shep, mudaram-se recentemente para uma casa vitoriana alugada em Crested Butte, no Colorado, na qual, ele salienta com felicidade, a escada reformada foi feita de madeira reciclada do celeiro. A mobília é também feita de madeira reciclada e aço; na verdade, a mesa é parte de uma madeira recuperada duas vezes, pois foi resgatada de uma leva já reciclada que virou o assoalho da casa.

 

 

O casal usa produtos de limpeza naturais e bebe água de um jarro de brita, pois assim não há necessidade de usar garrafas de água descartáveis. Todos os seus produtos de uso pessoal são orgânicos e as roupas de Josh são feitas de algodão orgânico e materiais reciclados - o que inclui o seu casaco, que ele diz ser feito de garrafas recicladas de refrigerante.

 

 

Mas, segundo a matéria do NYTimes, eles têm uma falha em seu estilo de vida: são adeptos de fraldas descartáveis.

 

"Tentamos as de pano e achamos que é algo totalmente fora da realidade", disse Dorfman. Como o resto dos americanos, eles foram empurrados na direção das fraldas descartáveis "e isso é ambientalmente perverso. É plástico derivado de petróleo. Você as utiliza uma vez e elas ficam jogadas em um aterro. É um uso muito ineficiente dos recursos", diz ele, mas admite que as fraldas descartáveis são as mais funcionais que o casal já encontrou. "Me sinto culpado e hipócrita. Mas elas mantêm meu filho seco, não irritam sua pele e não ficam pesadas. Elas funcionam bem o que é realmente irritante."

 

Josh e Stephanie encontraram uma maneira de minimizar sua dor - embora talvez isso possa ser complicado para aqueles que não têm o reflexo de uma acrobata transformada em mãe.

 

"Nós começamos a aliviar a culpa prestando muita atenção ao comportamento dele de modo a saber quando ele está quase fazendo xixi e cocô. Daí corremos com ele para o chuveiro e ele não faz na fralda, o que quer dizer que podemos usá-la por mais tempo", disse o papai. "Nós estamos craques em ler os sinais dele".

 

A matéria termina com uma constatação inquietante: quando uma pessoa realmente se preocupa em fazer a coisa certa, pode ser difícil não se sentir culpado em algumas ocasiões.

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