União Europeia pede ação mais rápida para o clima

Líderes da UE mantiveram o compromisso de ajudar os países pobres a cortar as emissões e a se adaptarem

PETE HARRISON E MARCIN GRAJEWSKI, REUTERS

20 Março 2009 | 15h06

A União Europeia (UE) vai superar as disputas internas e honrar compromissos para ajudar os países pobres a lidar com a mudança climática, disse o chefe ambiental do bloco nesta sexta-feira, 20, pedindo que outras regiões ricas deixem claros os seus objetivos.

 

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A solicitação do comissário ambiental Stavros Dimas ecoou uma advertência feita esta semana pelo chefe da Organização das Nações Unidas para assuntos do clima, Yvo de Boer, que expressou preocupação com o lento progresso que vem sendo feito antes das conversações sobre o clima em Copenhague em dezembro.

O sucesso do encontro depende de as nações ricas chegarem a um acordo sobre um fundo de dezenas de bilhões de dólares anuais para convencer os países pobres a combater o problema.

A UE prometeu fazer a sua parte, mas Dimas disse à Reuters que ela não poderia avançar até que outros países ricos divulguem suas metas para os cortes nas emissões de gases que provocam o aquecimento global.

"É óbvio que, a fim de calcular a quantia de fundos para nossa contribuição, nós precisamos saber o que outros países desenvolvidos farão", afirmou Dimas em uma entrevista.

"O Japão anunciou que terá um número em junho. Espero que isso ocorra mais cedo. Nos Estados Unidos ainda há uma política de ajustes", disse ele.

O presidente dos EUA, Barack Obama, visitará a Europa no começo de abril e as autoridades européias esperam que a viagem possa dar indicações sobre seus planos.

A UE planeja liderar a batalha contra a mudança climática depois de concordar, no ano passado, em cortar as emissões de carbono em cerca de 20% até 2020 - a meta mais ambiciosa do mundo até agora.

 

A Polônia, entretanto, disse ter obtido "influência total" sobre qualquer plano de financiamento da UE, sugerindo que tem poder de veto se a medida parecer muito custosa em tempos de crise econômica e financeira.

Líderes da UE em Bruxelas, porém, mantiveram o compromisso de ajudar os países pobres a cortar as emissões e a se adaptarem: "A União Europeia assumirá a sua justa parte no financiamento de tais ações nos países em desenvolvimento", disseram eles em uma declaração final.

Os países em desenvolvimento atribuem a mudança climática às regiões industrializadas, como a Europa, e dizem precisar de ajuda financeira para se adaptar ao impacto da mudança, com investimentos em lavouras resistentes a secas e a enchentes, ou na ajuda para construir barreiras para o aumento no nível dos oceanos.

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