Três perguntas para Paulo Adário

Diretor da campanha Amazônia do Greenpeace fala sobre a moratória da soja

O Estado de S. Paulo

06 Dezembro 2010 | 12h07

1. Como você avalia a decisão do Banco do Brasil de vetar o crédito a desmatadores?

 

É um passo importante, pois é o primeiro banco a aderir à moratória da soja. Além disso, o Banco do Brasil financia mais de 60% de todo o crédito agrícola do País. O compromisso assumido foi o de não financiar produtores de soja que tenham desmatado após julho de 2006. O banco passará a exigir regularidade ambiental das propriedades.

 

2. Que reflexo a medida pode ter no mercado?

 

A sinalização é importante para o produtor rural – se ele desmatar além do que a lei permite para plantar soja, vai perder dinheiro, vai perder crédito. Isso deve apontar um caminho também para outros bancos, como o Banco da Amazônia e o BNDES, que financiam a pecuária no bioma.

 

3. A medida trará efeito positivo no combate ao desmatamento?

 

O setor agropecuário já entende que tem potencial para aumentar sua produtividade. Criar 0,7 boi por hectare não é economicamente razoável. O cerco ao desmatamento está fechando e os produtores estão descobrindo que podem sair ganhando com isso.

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