Trabalhadores foram ameaçados para não denunciar riscos de acidente

Ex-diretor, que já foi preso por negligência, sabia sobre más condições da represa que se rompeu

Efe

13 Outubro 2010 | 12h12

BUDAPESTE - Funcionários da empresa que causou o vazamento tóxico na Hungria foram ameaçados de demissão para que não denunciassem o mau estado do reservatório de acumulação de lama tóxica, onde abriu-se uma brecha no último dia 4 de outubro.

 

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Segundo informou nesta quarta-feira, 13, o jornal "Népszabadság" em sua edição digital, os testemunhos desses trabalhadores da metalúrgica MAL assinalam que Zoltan Bakonyi, o ex-diretor da empresa, dispunha de informações sobre infiltrações na parede que acabou rompendo.

 

De acordo com "Népszabadság", Bakonyi "gastou energias em semear o medo nos que se preocupavam com o estado do dique" do que em conter as fugas de material tóxico.

 

Bakonyi foi detido na segunda-feira sob a acusação de negligência. A empresa está sob intervenção do Estado.

 

A ONG WWF/Adena denunciou há dias uma série de fotografias feitas em junho em que é possível ver vazamentos de lama no muro do reservatório.

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