Terremoto sacode Los Angeles, mas não deixa feridos

Um terremoto moderado atingiu a Califórnia na terça-feira, sendo sentido de Los Angeles até Las Vegas e a fronteira com o México. Não há registro de feridos, prejuízos graves ou falta de luz. O tremor ocorreu às 11h42 (15h42 em Brasília), e foi mais forte na localidade de Chino Hills, cerca de 50 quilômetros a leste de Los Angeles. Em torno de 25 tremores secundários foram sentidos na hora posterior. O Serviço Geológico dos EUA inicialmente avaliou o sismo como sendo da magnitude 5,8, mas depois reviu seus cálculos para 5,4, um terremoto considerado moderado pela agência. "A maioria das pessoas concorda que foi o maior terremoto que já sentiram", disse Denise Cattern, porta-voz da prefeitura local, afirmando que no entanto não há relatos de feridos. No centro de Los Angeles, prédios altos balançaram durante 10 a 15 segundos. Funcionários entraram em pânico e foram para as ruas. A prefeitura chegou a ser desocupada. O fornecimento de eletricidade, o movimento nos aeroportos, as duas usinas nucleares do Estado e a telefonia não foram afetados, mas a AT&T disse que houve um forte aumento no tráfego de chamadas. O maior prejuízo relatado foi o rompimento de uma adutora em San Dimas, perto de Chino Hills, o que inundou um cruzamento. "Na Califórnia, felizmente graças aos nossos bons padrões construtivos, não esperaríamos danos estruturais com um [terremoto de magnitude] 5,4", disse Kate Hutton, sismologista do Instituto de Tecnologia da Califórnia. Em Anaheim, a cerca de 65 quilômetros do tremor, funcionários inspecionaram os brinquedos da famosa Disneylândia, mas sem fechar o parque. O último grande terremoto na Califórnia ocorreu em 1994, de magnitude 6,7, matando 57 pessoas. Um prédio desabou. Mesmo sendo considerados moderados, os sismos de magnitude 5 são capazes de provocar danos. O de terça-feira, segundo o Serviço Geológico, foi raso, a apenas 13,6 quilômetros de profundidade. (Reportagem adicional de Bernard Woodall, Deena Beasley, Alex Dobuzinskis e Redação Los Angeles)

DAN WHITCOMB, REUTERS

29 Julho 2008 | 18h05

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