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Temperatura dos oceanos em 2014 foi a mais alta em 135 anos

Conclusão é de relatório de agência dos Estados Unidos; 93% do calor gerado pela queima de combustíveis foi absorvido pelos mares

O Estado de S. Paulo

17 Julho 2015 | 15h30

WASHINGTON - 2014 não somente foi o ano mais quente no registro histórico como teve alterações em diversos outros indicadores que mostram que os efeitos das mudanças climáticas estão aumentando.

É o que mostra a nova edição do relatório Estado do Clima em 2014, compilado pela Noaa (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estaos Unidos, na sigla em inglês) e divulgado nesta quinta-feira, 16.

O texto destaca os impactos aos oceanos. No ano passado, a temperatura da superfície dos oceanos (até 700 metros de profundidade) foi a mais quente em 135 anos de registros. Isso se mede pela quantidade de energia retida pelos mares. Algumas áreas, como a costa leste da América do Norte (Atlântico Norte), chegaram a reter até 3 gigajoules/m² de energia a mais no ano passado do que a média observada entre 1993 e 2014.

De acordo com Greg Johnson, da Noaa, cerca de 93% do calor gerado pela queima de combustíveis pelo homem foi absorvido pelos oceanos. E essa energia capturada pelos mares afeta o clima de várias maneiras, como ao promover mais combustível para os ciclones tropicais.

Mais energia significa expansão do oceano (como ocorre quando a água é fervida na chaleira). Desse modo, o nível do mar também subiu mais 3,2 mm, chegando ao maior nível da história. 

O relatório de 292 páginas é fruto do trabalho de mais de 400 cientistas. /AP

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