Laszlo Balogh/Reuters
Laszlo Balogh/Reuters

Sobe para 9 os mortos pelo vazamento tóxico na Hungria

Cidades afetadas pela 'lama vermelha' estão em atenção por causa de poeira tóxica

Efe

13 Outubro 2010 | 11h27

BUDAPESTE - Com a morte nesta quarta-feira, 13, de um dos feridos, sobe para nove o número de mortos por causa da enchente tóxica que no último dia 4 de outubro arrasou 40 quilômetros quadrados no sudoeste da Hungria, após o rompimento de uma represa de acumulação de lama.

 

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Segundo informou hoje a Defesa Civil, o falecido era um adulto morador da cidade de Kolontár, a localidade onde a onda tóxica atingiu com maior força.

 

A morte ocorreu nesta manhã no hospital da localidade de Ajka, onde estava internado com graves ferimentos.

 

No incidente 150 pessoas ficaram feridas, 50 ainda estão hospitalizadas, principalmente com queimaduras e traumatismos.

 

A maioria dos mortos morava em Kolontár. Em alguns casos, os corpos foram arrastados por cinco quilômetros pela avalanche do lodo contaminante.

 

Poeira Tóxica

 

A quantidade de poeira tóxica na localidade de Kolontár é muito alta e, por isso, as autoridades recomendam aos operários que trabalham nas tarefas de proteção e reconstrução que renovem suas máscaras a cada duas horas.

 

Foi o que comunicou nesta quarte-feira à Agência Efe György Töttös, porta-voz da equipe de Defesa Civil que coordena os trabalhos de limpeza das áreas afetadas pelo vazamento tóxico e também de construção de estruturas que limitem os efeitos de novos vazamentos.

 

As boas condições meteorológicas contribuem para que não se danifique ainda mais a represa de onde começou o vazamento de substâncias tóxicas de cor avermelhada. No entanto, essas mesmas condições do tempo fazem também com que o lodo tóxico se transforme em pó e se transfira ao ar.

 

"Há vários dias não aumentaram as fendas detectadas no muro norte do dique da represa acidentada", acrescentou Tüttös.

 

Hoje as autoridades reforçam o dique de contenção que se espera que seja capaz de defender as vilas de Kolontár e Devecser, as mais afetados pela catástrofe da semana passada, caso haja um novo vazamento.

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