AP/Davi Golfman
AP/Davi Golfman

Seguradoras têm prejuízo recorde com desastres naturais em 2017

Furacões Harvey, Irma e Maria foram os principais responsáveis pela conta

Jamil Chade, O Estado de S.Paulo

04 Janeiro 2018 | 11h59

GENEBRA - Desastres naturais causaram um prejuízo no mundo de US$ 330 bilhões em 2017. Os furacões Harvey, Irma e Maria foram os principais responsáveis pela conta, além do terremoto no México. Apenas para as seguradoras, o prejuízo pode chegar a US$ 135 bilhões, um valor inédito.

Os dados estão sendo publicados nesta quinta-feira pela Munich Re. Em termos gerais, o ano de 2017 apenas foi superado por 2011, quando o terremoto no Japão causou um prejuízo total de US$ 354 bilhões. 

Para Torsten Jeworrek, executivo da Munich Re, tudo indica que esses fenômenos extremos vão ocorrer com mais frequência no futuro. 

O total de US$ 330 bilhões foi quase o dobro da média dos últimos dez anos, com perdas de US$ 170 bilhões. 

Contabilizando apenas desastres naturais causados pelo clima, a seguradora aponta para perdas recordes. "Os prejuízos foram três vezes superiores à média de US$ 49 bilhões", disse. 

O número de desastres também aumentou. Foram 710 catástrofes naturais registradas em 2017, contra uma média de 605 por ano. Cerca de 10 mil pessoas morreram.

Os EUA foram responsáveis por metade dos prejuízos econômicos no ano. Considerando toda a América do Norte, o continente representa 83% de todas as perdas no mundo diante do elevado grau de contratos de seguradoras envolvidas. 

Em agosto, o furacão Harvey atingiu o Texas e se transformou no desastre natural mais prejudicial do ano, com uma conta final de US$ 85 bilhões. Pouco tempos depois, o furacão Irma deixou uma conta de US$ 32 bilhões. Mas o ano também registrou outros cinco tornados nos EUA, enquanto as queimadas de outubro deixaram mais US$ 10 bilhões em perdas. 

Na Europa, as baixas temperaturas registradas em abril causaram bilhões em prejuízos para os fazendeiros. Em alguns dos países, a colheita chegou a ser 50% inferior à média. A perda chegou a pelo menos US$ 3,6 bilhões. 

Na Ásia, tempestades torrenciais assolaram a região por quatro semanas extras ao período normal de chuvas, com impacto no Nepal e certas províncias da Índia. US$ 3,5 bilhões em perdas foram registradas. 

 

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