Seca histórica nos EUA será comum, diz estudo

Cientistas dos EUA concluíram que a seca crônica que atingiu o oeste da América do Norte de 2000 a 2004, deixando florestas devastadas e rios esvaziados, foi a mais forte em 800 anos, mas avisam que essas condições devem se tornar o "novo normal" na maior parte deste século que inicia.

O Estado de S.Paulo

29 Julho 2012 | 03h07

Extremos climáticos como esse aumentaram como resultado do aquecimento global, segundo um grupo de dez pesquisadores de universidades americanas. E por pior que tenham sido as condições entre 2000 e 2004, elas podem até ser lembradas como "bons tempos". Modelos climáticos e projeções de precipitação indicam que esse período, na verdade, será mais próximo de um clima bastante seco a partir da segunda metade do século 21, afirmam os cientistas.

"Extremos climáticos como esse vão causar mais secas em larga escala e mortalidade de florestas, e a capacidade da vegetação de sequestrar carbono entrará em declínio", afirma Beverly Law, pesquisador da Universidade Estadual do Oregon e um dos autores do estudo.

Ele afirma que, além do impacto em florestas, colheitas, rios e lençóis d'água, a seca na última década também cortou o sequestro de carbono em 51%, em média, em uma abrangente área do oeste dos EUA, do Canadá e do México - ainda que algumas áreas tenham sido muito mais atingidas que outras.

Segundo a pesquisa, financiada por agências como a Fundação Nacional de Ciências dos EUA e a Nasa, os últimos dois períodos com uma seca tão severa ocorreram na Idade Média - entre os anos 977 e 981 e entre 1146 e 1151.

Em meio a um novo período de pouca umidade no oeste dos EUA, atualmente os cientistas dizem que não é possível associar o fenômeno às mesmas forças de dez ano atrás. O estudo não traz dados sobre isso e existem alguns mecanismos climáticos que afetam a região de forma mais intensa que em outras partes do país.

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