Seca faz o Rio Negro descer ao menor nível já registrado

Mais de 62 mil famílias foram afetadas pela estiagem, segundo cálculos do governo estadual

Alessandra Karla Leite, Agência Estado

24 Outubro 2010 | 18h43

A seca do Rio Negro, em Manaus, bateu a marca de 1963 e registrou a cota mínima de 13,63 m, um centímetro abaixo do verificado naquele ano, considerado, até a manhã deste domingo, o nível mais baixo da história O recorde foi confirmado pelo encarregado do serviço hidrográfico do Porto da capital, Valderino Pereira da Silva.

 

Técnicos do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) acompanharam a medição realizada hoje, data em que Manaus completa 341 anos, no terminal de contêineres do porto, área central da capital. Dos 62 municípios, pelo menos 40 já decretaram estado de emergência.

 

A Defesa Civil do Amazonas, em parceria com o Exército Brasileiro, usará helicópteros para prestar atendimento aos atingidos pela seca, com o envio de água potável e mantimentos. A prioridade será o município de Tefé (a 516 quilômetros em linha reta de Manaus) onde comunidades estão totalmente isoladas.

 

Mais de 62 mil famílias foram afetadas pela estiagem, segundo cálculos do governo do Amazonas.

 

Em 2009, o rio bateu o recorde da maior cheia da série histórica do CPRM. Em julho do ano passado, foi atingida a marca de 29,77, ultrapassando os 29,69 metros da cheia de 1953. A medição é realizada desde 1902.

 

Segundo informações do setor da previsão do tempo do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) em Manaus, a expectativa de chuvas, na área que corresponde ao Rio Negro, refere-se apenas em áreas isoladas.

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