Greenpeace/Divulgalção
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Rússia muda acusação de ativistas presos no Ártico para 'hooliganismo'

Brasileira e mais 29 pessoas detidas ao protestar em uma plataforma de petróleo haviam sido acusadas de pirataria, cuja pena, maior, é de 15 anos de prisão

23 Outubro 2013 | 16h04

A Rússia retirou a acusação de pirataria contra 30 ativistas envolvidos em um protesto contra a perfuração de petróleo no Ártico e a substituiu por uma acusação menos grave: de "hooliganismo", publicou nesta quarta-feira, 23, a agência de notícias Itar-Tass, que citou investigadores federais.

O porta-voz da Comissão de Investigação, Vladimir Markin, disse que a pena de "hooliganismo", equivalente a vandalismo, tem uma pena menor que os 15 anos de prisão correspondentes à pirataria.

Vinte e oito ativistas, dentre eles a brasileira Ana Paula Maciel, e dois jornalistas, foram presos em setembro no Oceano Ártico. O Greenpeace nega que os ativistas tenham cometido algum crime durante o protesto de 18 de setembro em uma plataforma da Gazprom.

Libertação. A Rússia também anunciou nesta quarta que rechaça a arbitragem do Tribunal Internacional de Direito do Mar pedido pela Holanda para libertar os ativistas presos no Ártico. O barco invadido tinha bandeira holandesa e estava em águas internacionais.

"A Rússia comunicou a Holanda e o Tribunal Internacional de Direito do Mar que não aceita o procedimento de arbitragem a respeito do caso do barco 'Arctic Sunrise' e não tem a intenção de participar do processo", indicou o Ministério de Relações exteriores em uma nota à imprensa publicada por agências locais.

Com Reuters, EFE, Dow Jones, Newswires e Associated Press

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