Mikhail Metzel/AP
Mikhail Metzel/AP

Rússia enfrenta onda de calor de até 40ºC

País vive a pior seca dos últimos 130 anos, que danifica plantações e provoca alerta na saúde pública

Reuters

13 Julho 2010 | 12h22

MOSCOU - Uma das mais ferozes ondas de calor da história russa toma conta do país, danificando plantações e provocando um alerta na saúde pública para que sejam feitas siestas após o almoço, a estilo dos espanhóis. Essa é a pior seca dos últimos 130 anos na Rússia.

Algumas partes da parte europeia da Rússia, a região do Rio Volga, o sul dos Montes Urais e a Sibéria sofrem com o calor escaldante, que começou no final de junho e muitas vezes chega aos 40 graus Celsius (104 Fahrenheit) na sombra.

Condições semelhantes ocorreram apenas cinco vezes - em 1919, 1920, 1936, 1938 e 1972 - desde que a Rússia começou a registrar as temperaturas, há 130 anos, segundo Valery Lukyanov, representante do principal centro de previsão do tempo do país.

"Este é o sexto ano da história que o fim de junho e o início de Julho representaram uma ameaça real sob o ponto de vista de temperaturas anormais", disse Lukyanov, acrescentando que Moscou poderia quebrar seu próprio recorde se as temperaturas chegarem a 37ºC.

O atual recorde da capital russa é de 36,6ºC, registrados em 1936, de acordo com Lukyanov. "Que Deus nos proíba de atingir tal recorde", acrescentou.

Segundo a União de Grãos da Rússia, um lobby da indústria, a seca na Rússia já danificou 9 milhões de hectares, cerca de um quinto da área total plantada para a safra deste ano.

O diário de negócios Kommersant, citando estimativas das empresas de agronegócio, disse na última terça-feira que as perdas combinadas do setor agrícola da Rússia poderiam totalizar US$ 1 bilhão este ano.

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, convocou na última segunda uma reunião de emergência sobre como ajudar os agricultores a enfrentar a seca.

O calor, contudo, é um presente para os vendedores de sorvetes, refrigerantes e cerveja. Restaurantes com áreas externas estão lotados e as vendas de ar condicionado e ventiladores dispararam.

Mais conteúdo sobre:
calor Rússia seca saúde pública

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.