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Roraima registra mais de 300 focos de queimada em 15 cidades

Fogo obrigou as autoridades do Estado a declarar estado de calamidade pública em cinco municípios

Efe,

19 Fevereiro 2010 | 15h42

Um incêndio florestal consome há dias extensas áreas do estado de Roraima, na região norte, informou nesta sexta-feira, 19, o Corpo de Bombeiros local. Segundo os bombeiros, há 332 focos de incêndio nos 15 municípios do estado.

 

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O fogo foi causado por uma longa temporada de seca e pelo costume dos agricultores de fazer queimadas para limpar a terra para cultivos nesta época do ano.

 

Os incêndios, que são os piores registrados em Roraima desde 2003, obrigaram as autoridades a declarar estado de calamidade pública nos municípios de Iracema, Mucajaí, Pacaraima, Alto Alegre e Amajari, enquanto os outros dez estão em estado de emergência.

 

Os cinco municípios mais afetados fazem parte da área chamada 'arco de fogo', uma região onde se concentra a maior parte dos assentamentos rurais e que é caracterizada por um tipo de vegetação de transição entre o cerrado e a floresta amazônica.

 

Calcula-se que o fogo afetou entre 50 mil e 100 mil hectares de terra e que 90% da área queimada pertence a zonas submetidas à ação do homem.

 

Embora a região Norte seja a que registre a maior quantidade de chuvas durante o ano, Roraima sofre desde o ano passado uma grave seca por causa do fenômeno El Niño. Os meses de janeiro e fevereiro são de seca na região, e a temporada de chuvas vai de abril a julho.

 

O coordenador do Centro Nacional de Prevenção e Combate a Incêndios Florestais, Elmo Monteiro, lamentou que os agricultores façam queimadas nesta época de seca apesar das campanhas que pedem para que o façam apenas a partir de abril.

 

Roraima sofreu um grave incêndio em 2003 que destruiu 10% de seu território e afetou as reservas indígenas Yanomami e São Marcos, enquanto outro ainda mais grave devastou em 1998 quase uma quarta parte do território.

 

Com o objetivo de evitar mais desastres naturais, no início deste mês, os Governos estadual e federal criaram um corpo anti-incêndio com mais de 400 bombeiros, aos quais se somarão outras unidades enviadas para combater o fogo.

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