David Gray/Reuters
David Gray/Reuters

Relatório alerta sobre grave diminuição da flora e fauna de água doce na UE

Entre os principais causadores do problema estão a poluição, a pesca em excesso, a perda dos habitats e a introdução de espécies exóticas

Efe,

22 Novembro 2011 | 16h59

BRUXELAS - Os ecossistemas de água doce da União Europeia (UE) estão gravemente ameaçados e precisam de "medidas urgentes de conservação", informou um relatório da União Internacional para a Conservação da Natureza publicado nesta terça-feira, 22.

A poluição, a pesca em excesso, a perda dos habitats e a introdução de espécies exóticas figuram entre os motivos da diminuição.

O relatório, conhecido como "A Lista Vermelha Europeia", avaliou a situação de 6 mil espécies e concluiu que o problema atinge 44% dos moluscos de água doce, 37% dos peixes, 23% dos anfíbios e 19% dos répteis.

No topo do ranking dos ameaçados estão os moluscos, principalmente o mexilhão de água doce, antes muito estendido e agora confinado a poucos rios da França e da Espanha.

A existência de um plano de ação europeu e de programas de conservação em curso traz, no entanto, "esperanças para o futuro", conforme comunicado da Comissão Europeia.

Dentre os peixes, o esturjão é o mais afetado, com sete das oito espécies europeias "em situação crítica".

A vegetação ligada a esses habitats, também ameaçada, inclui, por um lado, lavouras com plantio de beterraba, trigo, aveia e alface e ainda plantas silvestres.

O relatório indica que 15% dos mamíferos e libélulas, 13% das aves, 11% de uma seleção de escaravelhos saproxílicos, 9% das borboletas e 467 espécies de plantas vasculares estão agora ameaçadas.

O Comissário do Meio Ambiente europeu, Janez Potocnik, declarou que a UE "pagará um preço muito alto" se não investigar as causas dessa diminuição e agir com urgência para detê-la.

O lado positivo do relatório é que algumas medidas de conservação deram bom resultado, como a coordenação sobre habitats, que contribuiu para a proteção de zonas naturais.

A UE conta com uma nova estratégia de biodiversidade adotada em maio deste ano, que pretende, entre outros objetivos, proteger os ecossistemas, contribuir para uma agricultura e silvicultura sustentáveis e melhorar os controles sobre as espécies invasoras. 

 

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