Reino Unido se recusa a comentar plano para eventual falência da BP

Porta-voz do premiê britânico diz que, se houver planos de contingência, eles não serão revelados

Clarissa Mangueira, da Agência Estado

06 Julho 2010 | 12h02

LONDRES - O porta-voz do primeiro-ministro britânico, David Cameron, se recusou a comentar a notícia de que departamentos do governo estariam preparando um plano de contingência no caso de um eventual colapso da petroleira British Petroleum (BP).

Indagado sobre a reportagem publicada pelo jornal The Times, sugerindo que o Departamento do Tesouro e de Negócios do Reino Unido estaria elaborando planos de contingência, o porta-voz disse: "Se eles estão acontecendo, nós nunca comentaremos".

O porta-voz também se recusou a falar se o governo britânico teria qualquer preocupação a respeito de um possível interesse de um fundo soberano em comprar participação na companhia.

Cameron e o secretário de Energia do Reino Unido, Chris Huhne, deverão discutir o futuro da BP com autoridades americanas durante uma viagem no dia 20 de julho a Washington, reportou o jornal.

Na última segunda-feira, a principal autoridade de petróleo da Líbia, o presidente da Nation Oil Co., Shokri Ghanem, disse que recomendará que o Libyan Investment Authority, fundo soberano do país, compre ações da BP. Tendo em vista o aumento dos custos relacionados ao vazamento de petróleo no Golfo do México, que já alcançaram a cifra de US$ 3 bilhões, a BP poderá se beneficiar de um investimento estratégico por um fundo soberano.

Esse investimento poderia ajudar a companhia a levantar os US$ 20 bilhões que prometeu injetar em um fundo independente para pagar indenizações relacionadas ao vazamento. As informações são da Dow Jones.

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