Gabrielle Brandão / Divulgação
Gabrielle Brandão / Divulgação

'Quero usar meu tempo para salvar o planeta'

Aos 5 anos, Gabrielle chorou ao ver reportagem sobre aquecimento global; hoje, aos 13, já apresentou programas na web e criou instituto

Karina Ninni, O Estado de S. Paulo

29 Junho 2011 | 00h11

Aos 5 anos, a menina Gabrielle Brandão assistia na televisão a uma reportagem sobre aquecimento global. No final, começou a chorar, soluçando. Virou-se para a mãe: “Estou com medo do mundo acabar.” Hoje, aos 13 anos, depois de fundar o Instituto Ambiental Gabrielle Brandão e apresentar programas sobre meio ambiente em emissoras de TV pela internet, ela acha que, se cada um fizer a sua parte, não há motivo para temer o fim do mundo.

Como você começou a se interessar pelo ativismo ambiental?

Aos 10 anos, pedi a meu pai para fazer um curso de teatro, TV e cinema. Depois passei num teste para apresentar um programa infantil numa emissora pela internet. Quando o programa voltou de férias, falei para ele: “Não quero mais apresentar infantis. Quero usar esse tempo para salvar o planeta.” Meu pai achou que eu tinha surtado, porque não sabíamos nada sobre ambientalismo – ele trabalha com vendas e minha mãe é designer – mas começou a me ajudar a pesquisar.

A escola te ajudou?

Quando comecei, estava em uma escola pública e ninguém falava sobre ambientalismo. Fiz panfletos para divulgar o programa, mas não deu certo. Os colegas escreviam no chat do programa que eu deveria parar, que deveria ser criança. Mas foi bom, porque nessa época já pensava num novo formato, com plateia. Foi quando começamos a fazer uma atividade ao ar livre, a Ação em Campo, nos parques. A gente monta uma estrutura, leva as atrações – que se apresentam de graça, pela causa mesmo – e eu falo sobre ambiente.

Deu certo?

A primeira ação fizemos no Parque do Carmo (zona leste de São Paulo) num domingo. Foi tão bom que, na segunda-feira, o coordenador do parque ligou perguntando se podíamos fazer uma vez por mês, porque o lugar tinha amanhecido muito mais limpo que de costume. Ele disse que viu uma criança de 5 anos pegar do chão a garrafinha plástica jogada pela mãe e colocar no lixo correto.

Você ainda tem medo do fim do mundo?

Não. Penso mais nas soluções do que no problema. Se fizermos algo para diminuir o aquecimento global, as calotas polares não vão derreter e aí não há motivo para temer.

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