Andrew Federman/Bronx Latin High School via The New York Times
Andrew Federman/Bronx Latin High School via The New York Times

Quais os diferenciais das escolas inovadoras pelo mundo?

No rastro de colégios com propostas pedagógicas heterodoxas estão presentes preceitos básicos como autonomia, liberdade de estudo e liderança

Da redação, O Estado de S.Paulo

11 Outubro 2017 | 12h53

Inovação é uma daquelas palavras da moda, assim como empoderamento, governança e empreendedorismo. Associado recorrentemente ao uso de novas tecnologias, o termo, no entanto, é mais amplo, sobretudo no campo da educação. Afinal, o que é uma escola inovadora? Um projeto audiovisual do Canal Futura, com foco educacional, busca responder essa questão com exemplos de instituições que fogem do padrão e não necessariamente têm alto cunho tecnológico.

La Cecilia (Argentina) 

Na Argentina, na cidade de Santa Fé, o extenso debate sobre o dilema educacional entre formar o cidadão para o trabalho e preparar o aluno para a entrada na universidade, parece ter sido sanado pela Escuela La Nueva Cultura La Cecilia. No colégio, adepto ao conceito da pedagogia transformativa, não há obrigações. Prima-se pela liberdade individual de cada aluno, que escolhe seu rumo e propõe as próprias atividades.

Bath Studio School (Inglaterra)

Situada em Bath, no interior da Inglaterra, a escola tem uma filosofia de integração entre culturas. Mais da metade dos alunos são estrangeiros. O diferencial do colégio britânico é a possibilidade de se especializar na área de interesse profissional, com intuito de fazer uma preparação avançada para o mercado de trabalho. Publicidade, design e produção televisiva são as principais disciplinas extracurriculares.

NAVE - Escola Técnica Estadual Cícero Dias (Brasil)

O Núcleo Avançado em Educação (NAVE), sistema instalado na Escola Técnica Estadual Cícero Dias, em Recife, é uma das referências brasileiras no modelo de escola técnica. Mas a inovação se dá no conteúdo programático dos alunos, que podem optar pelo curso Multimídia (artes gráficas e digitais) e o de Programação (jogos, sistemas de informação, softwares ou aplicativos).

Projeto Âncora (Brasil)

Em São Paulo, o Projeto Âncora, uma ONG localizada em Cotia, dá aos moradores do entorno – em sua maioria de baixa renda – um conceito totalmente diferente de educação. Não tem séries, turmas, divisão por faixa etária e nem as tradicionais aulas expositivas. A ideia é cada aluno saber o que quer estudar dentro do período integral, com o auxílio dos pedagogos.

Riverside (Índia)

Inspirada pela espiritualidade de Mahatma Gandhi, a escola Riverside, em Gujarat – mesmo estado na Índia onde o líder comunitário nasceu – acredita nos espaços livres como principais fontes de aprendizado. As atividades são práticas e os alunos são encorajados a sentir na pele os grandes problemas da sociedade para entender como resolvê-los.

Steve Jobs School (Holanda)

A Steve Jobs School leva, não à toa, o nome do cofundador da Apple e grande empreendedor americano. Os alunos lidam com o conteúdo pedagógico e algumas tarefas através de um aplicativo em um tablet. Diferentemente do modelo de escolas que prezam por atividades lúdicas, na Jobs School, com várias unidades pelo mundo, o aluno traça seus próprios objetivos pela tela do dispositivo e pode escolher disciplinas prioritárias e de interesse próprio, sem um professor definido.

Ørestad Gymnasium (Dinamarca)

Todo o material didático do Ginásio Ørestad, na Dinamarca, é consultado via online em formato de ebook e os computadores substituem cadernos e livros. A escola também oferece dez linhas de estudo nas quaiso aluno pode se especializar, como artes, comunicação eciências naturais.

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