PV defende Marina de ataque de relator

Bancada convoca entrevista coletiva para rebater acusação de Aldo de que marido de ex-ministro fez contrabando de madeira

Agência Câmara

12 Maio 2011 | 19h54

A bancada do PV na Câmara divulgou nesta quinta-feira, em coletiva de imprensa, nota de desagravo para defender a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva. Durante a discussão do novo Código Florestal, na quarta, o relator, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), citou o suposto envolvimento do marido de Marina com uma ONG que recebeu lotes de madeira ilegal.

"A ex-senadora Marina Silva postou em seu twitter que eu fraudei o texto. Quem fraudou contrabando de madeira foi o marido de Marina Silva”, disse Aldo, no plenário. “Eu evitei o depoimento do marido dela.”

O líder do partido, deputado Sarney Filho (MA), disse que a tensão em torno do debate do código fez com que denúncias infundadas fossem retomadas. Em nota, o PV afirma que o deputado sabe que as acusações eram falsas.

Presente na coletiva, Marina classificou o caso de “cortina de fumaça”, cujo objetivo seria retirar o foco do debate sobre as mudanças na lei ambiental. “Não vamos permitir que isso seja uma cortina de fumaça para sair do debate que interessa, que são os retrocessos promovidos na legislação.”

Segundo Marina, as suspeitas sobre seu marido, Fábio Vaz de Lima, foram levantadas em 2007, quando ela era ministra. A intenção seria intimidá-la para impedir a ação do ministério contra o desmatamento. A ex-ministra afirmou que seu marido não fazia parte da ONG havia quase cinco anos.

O deputado Alfredo Sirkis (RJ), um dos coordenadores da campanha de Marina à Presidência da República, lembrou que durante a campanha essas denúncias foram relembradas, mas nenhum jornal de prestígio as noticiou pelo fato de serem falsas.

Por meio de sua assessoria, Aldo disse que apenas lembrou, em plenário, ter sido o responsável por impedir que Fábio Vaz fosse ouvido em uma CPI. Na época, ele era ministro das Relações Institucionais do governo Lula.

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