Província canadense quer que governo defenda caça de focas

UE quer banir importação de animais mortos cruelmente; impedimento fere normas da OMC para província

AP

11 Julho 2008 | 19h52

A província canadenses de Terra Nova e Labrador pediu ao governo federal nesta sexta-feira, 11, para que faça uma reclamação na Organização Mundial do Comércio (OMC) caso a União Européia aprove a lei que bane a importação de produtos de foca.   A União Européia deve discutir na próxima semana uma legislação que proíba a importação de produtos feitos com focas mortas de maneira desumana.   O ministro da pesca de Terra Nova e Labrador, Trevor Taylor, disse que a proibição viola as regras da OMC.   "As regulações propostas são uma séria ameaça à viabilidade econômica da indústria de derivados de foca canadense", disse. "As regulações se baseiam em uma política que vai contra as obrigações internacionais de comércio segundo a OMC."   Taylor disse que se o Canadá ameaçar uma atitude, "isso faria com que os membros do Parlamento Europeu pensassem duas vezes."   Os esquimós inuit, que vivem na região Ártica do Canadá, dependem da caça de focas tanto para comércio quanto para sua própria alimentação. A caça canadense de cerca de 335 mil focas, em 2006, rendeu US$ 25 milhões para o país.   Taylor disse que há mais de seis mil pessoas trabalhando na indústria de derivados de foca apenas em Terra Nova e Labrador, e que eles obtêm 35% de sua renda anual dessa forma.   O destino da produção é basicamente a indústria de moda na Noruega, Rússia e China, assim como gordura para a fabricação de óleo.

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