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Projeto pioneiro vai monitorar sumiço de abelhas no mundo

Rene Moreira - Especial para O Estado

25 Março 2014 | 18h 40

Aplicativo tenta explicar desaparecimento do inseto responsável pela polinização de mais de 70% das culturas agrícolas

RIBEIRÃO PRETO - Pesquisadores da Uuniversidade de São Paulo (USP), em parceria com a iniciativa privada, lançaram em Ribeirão Preto a primeira plataforma online por georeferenciamento que poderá dimensionar o sumiço das abelhas, conhecido como Síndrome do Colapso da Colônia. Também irá detectar quando há o envenenamento causado pelo uso de agrotóxicos nas lavouras. A iniciativa é inédita no Brasil e pioneira no mundo.

A ação é parte da campanha mundial de proteção aos insetos intitulada Bee or not to be?. Responsáveis pela polinização de mais de 70% das culturas agrícolas e de 85% das plantas com flores de nossa biodiversidade, as abelhas estão desaparecendo em todo o planeta.

O aplicativo foi estruturado por Lionel Segui Gonçalves, professor e pesquisador da USP de Ribeirão Preto e presidente do Centro Tecnológico de Apicultura e Meliponicultura do Rio Grande do Norte (Cetapis),junto com Daniel Malusá Gonçalves, diretor de uma agência de publicidade.

De acordo com os idealizadores, o BeeAlert, como é chamado, é um aplicativo de fácil utilização e seguro, que pode ser acessado em qualquer computador, smartphone ou tablet. A solução tecnológica visa a mostrar em tempo real o local e a intensidade de ocorrências envolvendo as abelhas em um canal único, onde os casos poderão ser registrados.

Em sua primeira versão, a ferramenta foi concebida no idioma português, mas já estão saindo as versões em inglês e espanhol. Ela começou a operar agora e a ideia é ser usada sobretudo por pesquisadores e pessoas da área que reportarão as ocorrências envolvendo o sumiço de abelhas.