Primeiro leilão de créditos de carbono termina sem negócios

Primeiro leilão de créditos de carbono termina sem negócios

Nenhuma das 4 empresas participantes ofereceu lances pelos lotes de 60 mil toneladas de carbono

Fernanda Fava, especial para estadao.com.br

08 Abril 2010 | 17h15

O primeiro leilão de créditos de carbono para mercado voluntário do Brasil, realizado na BM&FBovespa, terminou nesta quinta-feira sem fechar negócio. De acordo com a assessoria da BM&FBovespa, o leilão transcorreu normalmente, mas ao final nenhuma das 4 empresas participantes arrematou nenhum lote.

 

Houve três sessões de 15 minutos. Em cada uma, a empresa titular Carbono Social Serviços Ambientais estava oferecendo um lote de 60 mil toneladas de carbono, totalizando 180 mil toneladas nas três sessões. Os créditos de carbono estavam sendo leiloados pelo preço de 10 reais por tonelada. Ao fim de cada sessão, não houve lances por parte de nenhuma das empresas.

 

Este foi o terceiro leilão de créditos de carbono realizado pela BM&FBovespa e o primeiro voltado ao mercado voluntário em ambiente de bolsa no Brasil.

 

"O que acontece é que essas são empresas muito grandes e, nem sempre a decisão final de compra é da pessoa responsável pela área socioambiental da companhia", afirma a coordenadora jurídica da Carbono Social, Cinthia Caetano, que ajudou a conceber o edital e redigi-lo junto com a BM&F. "Então é um processo decisório complexo, pode ser que o volume do lote não seja adequado, pode ser que as condições do leilão não sejam adequadas. Nós vamos trabalhar para mudar isso."

 

Cinthia, no entanto, considera que foi um grande progresso. "Obviamente não foi um sucesso, porque não fechou negócio. Mas, para nós, representou um processo de implementação de mercado realmente", explica. "Já havíamos tentado fazer um leilão voluntário e não houve empresa habilitada para participar. Desta vez, conseguimos quatro empresas interessadas e habilitadas, a aprovação da Comissão de Valores Mobiliários, a participação da Bovespa. Acho que conseguimos provar que o mercado existe e isso é um grande progresso."

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