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Prefeituras se unem em defesa do Tietê

Evento inclui caminhada e programação cultural em oito cidades da bacia Sorocaba-Médio Tietê

Karina Ninni, AE

17 Março 2010 | 13h50

A II Jornada pelo Tietê começa no dia 20 (sábado) com uma caminhada na Estrada Parque Itu-Cabreúva. O evento, organizado pelas prefeituras de Salto, Itu, Cabreúva e Porto Feliz, em conjunto com o comitê da bacia Sorocaba-Médio Tietê e com a ONG 5 Elementos, quer chamar atenção para a poluição do rio Tietê e a ameaça de construção de duas PCHs (Pequena Centrais Hidrelétricas) na região.

 Tanto nas cidades organizadoras do evento quanto nas vizinhas Boituva, Piedade, Votorantim e Tatuí uma programação que inclui passeios, palestras, mostras e debates acontece entre 20 e 26 de março, durante a Semana da Água. Para maiores detalhes, acessar http://www.jornadapelotiete.org.br.

“No ano passado, tivemos pouco menos de mil pessoas na caminhada. Esse ano, esperamos cerca de 1.500”, diz otimista Patrícia Otero, da 5 Elementos. A bacia do Sorocaba-Médio Tietê compreende 34 municípios e uma população de 1,8 bilhão de habitantes.

 

 A caminhada sai às 8h da manhã de dois pontos: a rotatória do Condomínio Campos de Santo Antônio, para quem vai de Itu, Salto e Porto Feliz, e o portal da Estrada Parque em Cabreúva, para quem está nesta cidade e na vizinha Pirapora do Bom Jesus.

 A Estrada Parque fica em uma área de Proteção Ambiental que reúne os últimos remanescentes de Mata Atlântica na bacia do Médio Tietê, interior de São Paulo, e estende-se por 48,9 quilômetros na Rodovia dos Romeiros (SP-301), beirando o rio.

 

Além de uma rica biodiversidade, quedas d´água, grutas e nascentes, abriga fazendas com arquitetura típica do ciclo do café. Ligando os municípios de Itu e Cabreúva, a estrada foi construída pelo presidente Washington Luís, em 1922, sendo uma das primeiras vias asfaltadas do País.

Os grupos param na Gruta da Glória para um café da manhã e um ato em defesa da região. “Há dois projetos de pequenas centrais hidrelétricas que podem deixar debaixo d’água os únicos cânions que o rio Tietê tem, além de parte própria estrada, que é um marco na história de São Paulo”, diz Patrícia Otero.

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