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Prancha do surfista Kelly Slater ajuda o Instituto Sea Shepherd Brasil a comprar sua sede

ONG ambiental recebe doação de R$ 22 mil, resultado da ação de projeto social que vendeu uma prancha do surfista

Gustavo Bonfiglioli - Especial para o Planeta,

18 Outubro 2010 | 16h05

O Instituto Sea Shepherd Brasil (ISSB), braço nacional do Sea Shepherd Conservation Society, maior ONGs de ativismo ambiental marinho do mundo, inaugurou uma sede própria no país, após 11 anos em salas improvisadas ou alugadas. Boa parte do dinheiro aplicado no investimento, R$ 22 mil reais, é proveniente da venda de apenas uma prancha de surfe - mas que pertenceu ao maior surfista do mundo, o americano Kelly Slater.

 

Slater, recordista absoluto em vitórias e títulos mundiais do esporte, doou a prancha para um projeto chamado Brechó Social, que consiste em ajudar organizações não-governamentais através da venda de objetos doados por celebridades, da agência de marketing social Social Way. O ISSB possui parceria com a agência desde 2009, ano em que estava temporariamente sem sede.

 

“Em dezembro, mais ou menos, eu soube que a Social Way tinha conseguido do Kelly Slater uma doação de uma de suas pranchas de surf, e que ela seria vendida a R$22 mil reais para beneficiar a ONG. Nós nunca tínhamos recebido uma doação daquele tamanho”, declara Wendell Estol, diretor técnico do ISSB. A entidade chegou a organizar uma 'vaquinha' na internet para arrecadar fundos para comprar uma sede, mas só obteve R$ 600.

 

O comprador da prancha surgiu em abril deste ano, e o dinheiro foi revertido para o Instituto, que finalizou o processo de compra em setembro. O Sea Shepherd Brasil será sediado em Porto Alegre.

 

Sobre a Sea Shepeherd Conservation Society

 

A principal ONG de proteção dos mares surgiu no final da década de 70, nos EUA, como órgão dissidente do Greenpeace. Seu fundador, o canadense Paul Watson, foi considerado um dos “heróis ambientais do século XX” pela revista Time. Em 2003, uma equipe liderada pelo Sea Shepherd foi a Taiji, no Japão, documentar a matança de golfinhos da região.

 

Os vídeos e fotos produzidos chamaram a atenção da imprensa mundial. Essa visibilidade resultou no documentário 'The Cove', produzido em 2009, que registra com detalhes o massacre, que mata em torno de 23 mil golfinhos por ano. O filme, vencedor do Oscar em 2010, possui participação de Paul Watson.

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