Poluentes microscópicos no ar matam milhares e custam bilhões à China

Poluição matou 8.600 pessoas no país neste ano, indica estudo da Universidade de Pequim e do Greenpeace

Jonathan Standing, Reuters

19 Dezembro 2012 | 08h07

PEQUIM - Partículas microscópicas de poluentes no ar mataram cerca de 8.600 pessoas este ano e causaram US$ 1 bilhão em prejuízos econômicos em quatro cidades chinesas, de acordo com um estudo da Universidade de Pequim e do Greenpeace.

O estudo dos níveis de poluição de partículas PM2.5, menores que 2,5 micrômetros (milionésima parte do metro) de diâmetro, nas cidades de Pequim, Xangai, Guangzhou e Xi'an, pede que os níveis de PM2.5 sejam cortados segundo as diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS), o que reduziria as mortes em 80 por cento, disse o jornal China Daily nesta quarta-feira.

As partículas PM2.5 são conhecidas por prejudicarem os pulmões e o sistema cardiovascular, causando câncer no pulmão e outras doenças, por serem muito pequenas e se alojarem diretamente no sistema respiratório.

O rápido crescimento da China causou sérios problemas ambientais, desde rios poluídos até o efeito fog que normalmente encobre as cidades.

O governo pediu recentemente que as principais cidades divulgassem publicamente relatórios dos níveis do PM2.5.

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