Políticos e cientistas fazem apelo por acordo em 2015

Pesquisadores, líderes políticos e militantes de organizações não governamentais (ONGs) se esforçaram ontem, após a divulgação do relatório do IPCC, para recriar o clima de expectativa e pressão internacional por um novo acordo climático. Os apelos foram para que um tratado de redução das emissões de gases de efeito estufa seja sacramentado na Conferência do Clima de Paris (COP21), em 2015.

ESTOCOLMO, O Estado de S.Paulo

28 Setembro 2013 | 02h08

Tão logo o relatório foi divulgado, governos de diferentes países - mesmo os que até aqui travam um acordo climático - saudaram o empenho do IPCC em aprofundar seus conhecimentos sobre o aquecimento global. Em Washington, o secretário de Estado americano, John Kerry, reconheceu que a comunidade internacional está em dívida. "Se há um tema que reclama mais cooperação e engajamento diplomático, é este", reconheceu.

Em Londres, David Cameron foi na mesma linha, enquanto em Paris o ministro das Relações Exteriores, Laurent Fabius, disse que a França está "mobilizada para construir um pacto mundial sobre o clima em 2015". O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, ignorou as conferências do clima de Varsóvia, em novembro, e de Lima, em 2014, e apelou pela realização de uma conferência extraordinária em Nova York em setembro de 2014, na qual seriam definidas as bases do acordo climático a ser selado em Paris dentro de dois anos. "Este novo relatório será essencial para os governos que trabalham para a realização de um acordo ambicioso sobre as mudanças climáticas em 2015", afirmou.

De Nairobi, no Quênia, Achim Steiner, diretor do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Unep), advertiu que o relatório do IPCC traz uma mensagem inequívoca que não pode ser ignorada. "Não se trata de ideologia, nem de interesses pessoais, mas do interesse coletivo", frisou.

Do lado de fora do centro em que o IPCC se reunia, um grupo de militantes de ONGs protestou em frente às câmeras, reivindicando que os líderes mundiais se mobilizem e revertam o fracasso da Conferência do Clima de Copenhague (COP15), em 2009. "Governos deveriam aprender com os erros da crise financeira global e ouvir os experts antes que seja tarde demais", afirmou Tom Gore, da Oxfam.

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