AFP PHOTO/Henning Strack Hansen/WWF
AFP PHOTO/Henning Strack Hansen/WWF

Peixe que caminha está entre últimos achados no Himalaia; veja fotos

WWF inventariou os achados de cientistas nos últimos anos na região do Himalaia; lista tem ainda macaco que espirra na chuva

O Estado de S. Paulo

06 Outubro 2015 | 17h21

Um macaco que espirra debaixo da chuva ou um peixe "que caminha" figuram entre as mais de 200 espécies descobertas no leste do Himalaia, segundo um estudo do Fundo Mundial para a Natureza (WWF).

O WWF inventariou as descobertas de cientistas nos últimos anos no Butão, no nordeste da Índia, no Nepal, no norte da Birmânia e no sul do Tibete.

Estas 211 novas espécies descobertas entre 2009 e 2014 incluem 133 plantas, 26 espécies de peixes, 10 anfíbios, 39 invertebrados, um réptil, um pássaro e um mamífero.

Uma das espécies mais curiosas é o "peixe com cabeça de serpente que caminha". Ele pode respirar ar, sobreviver quatro dias em terra firme e rastejar 400 metros em solo úmido.

Também chamam a atenção o cascavel vermelho, amarelo e laranja, que se parece com uma joia, um peixe "drácula" com pequenos incisivos e um novo tipo de bananas.

Na selva do norte da Birmânia, os cientistas descobriram em 2010 um macaco branco e negro de nariz arrebitado, que o faz espirrar quando chove.

Nos dias de chuva, esse macaco permanece sentado com a cabeça entre os joelhos para que o nariz não se encha de água.

Há pouco tempo os cientistas conseguiram tirar fotos deste macaco, que os habitantes chamam "Snubby" (trompeta) por causa da forma de seu nariz.

Esta espécie, que também foi encontrada na província chinesa de Yunan, figurará na lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) com o estatuto de espécie "em perigo crítico de extinção".

Esta região, na qual se encontra também o Everest, é "um tesouro" que ainda não foi totalmente explorada pelos cientistas, disse Dipankar Ghose, responsável do WWF na Índia.

Nesta zona de montanhas e selvas numerosas espécies evoluíram e sobreviveram durante séculos protegidas de qualquer influência humana.

Entretanto, o WWF adverte contra as ameaças que podem debilitar essas espécies, em particular o avanço da presença humana em seus territórios, o desmatamento, a exploração de minério e hidráulica e a caça.

Somente 25% do hábitat natural está intacto e centenas de espécies estão em perigo, destacou o informe.

"O desafio consiste em preservar nosso ecossistema em perigo antes que essas espécies - e outras ainda desconhecidas - desapareçam", disse Sami Tornikoski, responsável pelo programa do WWF para o Himalaia./AFP

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