Organização Marítma Internacional quer reduzir emissões da navegação

Foi aprovada na última reunião, em Londres, a adoção de padrões de eficiência energética para navios entregues a partir de 2013

Reuters

18 Julho 2011 | 20h33

A Organização Marítma Internacional (IMO, na sigla em inglês) concordou em obrigar navios novos a adotar padrões de eficiência energética a partir de 2013 com o objetivo de cortar emissões de gases causadores do efeito estufa. Mas os países em desenvolvimento provavelmente não conseguirão implementá-los antes de 2017 ou 2019, acrditam os delegados reunidos em um encontro em Londres na última sexta, 15.

Na votação realizada durante o encontro, 48 países votaram a favor do índice de eficiência energética (EEDI, na sigla em inglês), cinco contra e 12 se abstiveram. A navegação responde por 3,3% das emissões de dióxido de carbono oriunda de atividades humanas. De acordo com um estudo do IMO, as emissões da navegação podem crescer entre 150 e 250% até 2050 se as regulações não forem implementadas.

 

O EEDI vai forçar os novos navios a atingir um nível mínimo de eficiência energética. Os navios construídos entre 2015 e 2019 vão precisar melhorar sua eficiência em 10%, índice que aumanta para 20% para os construídos entre 2020 e 2024 e para 30% para os entregues depois de 2024.l

 

Mas um grupo de países liderados pela China, Brasil, Arábia Saudita e África do Sul conseguiu uma dispensa para novos navios registrados nas nações em desenvolvimento.

Se os países optarem pela dispensa dos um navios recém entregues, a implementação do índice poderá atrasar de quatro a seis anos e meio a partir de 2013, dependendo da natureza do contrato do navio.

"Adotar o EEDI é o passo certo, mas o atraso enfraquece o seu impacto em curto e médio prazo de forma significativa. Se o IMO não agir rapidamente agora, com relação aos navios existentes, caberá à UE a assumir a liderança a nível regional ", disse Bill Hemmings, diretor de uma ONG da área de transportes e meio ambiente com sede em Bruxelas.

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