AP
AP

ONU diz que promessas de acordo do clima de Copenhague são fracas

Texto estabelece aquecimento em menos de 2ºC, mas permite que cada país decida suas metas

ALISTER DOYLE, REUTERS

31 Março 2010 | 10h37

Mais de 110 países assinaram o Acordo de Copenhague para o combate do aquecimento global, mas a Organização das Nações Unidas (ONU) afirmaram nesta quarta-feira que as promessas para cortar a emissão de gases do efeito estufa não foram suficientes.

 

Veja também:

linkReino Unido pede mais transparência de cientistas sobre o aquecimento

especialGlossário sobre o aquecimento global

especialRumo à economia do baixo carbono  

A primeira lista formal da ONU com os que defendem o acordo, desde que o texto foi acordado numa reunião de cúpula em dezembro, mostra o apoio dos principais emissores, China, EUA, União Européia, Rússia, Índia e Japão. Inclui também emissores menores, como Albânia e Zâmbia.

O acordo, que não atingiu o status de tratado como vários países queriam, estabelece uma meta para limitar o aquecimento global em menos de 2ºC Celsius. No entanto, ele permite que cada país decida sobre as suas metas específicas.

"Está claro que enquanto as promessas na mesa foram um importante passo para limitar o crescimento das emissões, elas não vão por si só ser suficientes para limitar o aquecimento a menos que dois graus Celsius", disse em comunicado Yvo de Boer, atual chefe do Secretariado das Nações Unidas para Mudança Climática.

De Boer declarou que o acordo pode ser usado para ajudar no avanço das negociações para o encontro no México sobre mudança climática, no fim de 2010.

Muitos especialistas, inclusive De Boer, já expressaram dúvidas de que a conferência no México conseguirá o que Copenhague não conseguiu, um novo protocolo para o tema. Uma das razões é que a legislação norte-americana está parada.

Mais conteúdo sobre:
AMBIENTE ONU ACORDO FRACO*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.