ONGs pedem que China reduza previsão de emissões CO2

Greenpeace e Oxfam querem redução de até 30% nas previsões de crescimento de emissões de gases estufa

Efe,

17 Junho 2009 | 16h36

As ONGs Greenpeace e Oxfam pediram nesta quarta-feira, 17, à China, o maior emissor mundial de gases do efeito estufa, e a outros países em desenvolvimento que reduzam entre 15% e 30% suas previsões de crescimento dessas emissões até 2020.

 

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Assim como os países desenvolvidos deveriam reduzir em 40% o total de suas emissões em uma década, a China e outras nações em desenvolvimento - entre elas o Brasil - "precisam adotar mais medidas para se adaptar ao aquecimento global", ressaltou em entrevista coletiva Li Yan, chefe de campanha para a Mudança Climática do Greenpeace na China.

 

Li e outros analistas chineses apresentaram o primeiro estudo que relaciona a mudança climática com a pobreza no gigante asiático, elaborado pelas duas ONGs.

 

O estudo destaca que até agora não foi dada atenção suficiente à relação entre estes dois fenômenos no momento de elaborar políticas para os mais necessitados.

 

O texto mostra pela primeira vez que as massas de população que vivem na pobreza na China - aproximadamente 106 milhões de pessoas, segundo a ONU - se encontram em locais onde o meio ambiente está em sério risco devido ao aquecimento global.

 

"Os esforços de combate à pobreza nas décadas passadas podem ser gravemente afetados, a menos que o Governo chinês assuma a liderança no momento de elaborar um tratado de resgate 'agressivo' na cúpula de Copenhague", que acontece no final deste ano, destacou Li Yan.

 

O Protocolo de Kioto não obrigava os países em desenvolvimento a reduzir suas emissões, mas o objetivo em Copenhague será fazer com que as principais nações emergentes adotem compromissos de redução de poluentes, embora menores que nos desenvolvidos.

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