Óleo e gás vazam de tampão no Golfo, mas EUA não veem causa para alarme

Pequenas quantidades de gás e óleo começaram a emergir da cobertura no fim do domingo

Associated Press

20 Julho 2010 | 13h55

Robô submarino ilumina o tampão colocado sobre o vazamento no Golfo do México. AP

 

O poço destruído da British Petroleum (BP) no fundo do Golfo do México estava vazando petróleo e gás na segunda-feira, 19, pela primeira vez desde que a empresa instalou um tampão sobre a abertura submarina, mas o principal encarregado do governo americano para acompanhar a crise disse que não há causa para alarme. O tampão continuará, por enquanto, no lugar.

 

Desde que a tampa foi usada para conter o vazamento, na semana passada, engenheiros acompanham a situação por meio de câmeras submarinas e monitoram a pressão e as leituras sísmicas para ver se o poço suporta a cobertura ou se abriria um novo vazamento, talvez rompendo o leito marinho, o que agravaria a crise.

 

Pequenas quantidades de gás e óleo começaram a emergir da cobertura no fim do domingo, mas "não acreditamos que seja de consequência no momento", disse o almirante reformado da Guarda Costeira Thad Allen, principal homem do governo no gerenciamento da crise.

 

Além disso, uma infiltração a partir do leito marinho foi detectada a cerca de 3 km da cabeça do poço, mas Allen disse que ela anão tem nada a ver com o poço. Óleo e gás infiltram-se naturalmente pelo leito do Golfo.

 

BP e o governo vêm discordando quanto ao plano da empresa de simplesmente deixar o tampão no lugar, como uma rolha, enquanto novos poços são escavados para aliviar a pressão.

 

Allen havia dito, inicialmente, que preferiria que a empresa bombeasse o petróleo de dentro do tampão para navios, a fim de reduzir o risco de o acúmulo de pressão no interior do poço causar uma nova explosão.

 

Esse plano exigiria que milhões de litros sejam derramados no mar enquanto se prepara a conexão com os navios, um espetáculo que a empresa parece preferir evitar.

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