Obama promete US$ 1,8 bi para energia solar

Duas empresas serão beneficiadas pelo incentivo, que deve gerar mais de 3 mil empregos

AP

05 Julho 2010 | 19h53

O governo americano anunciou no último sábado que destinará quase 2 bilhões de dólares para novas instalações de energia solar, que gerarão milhares de empregos e deverão incentivar o uso de forntes renováveis de energia. "Nós vamos continuar agindo para fazer com que os empregos e as indústrias do futuro possam ser implantados nos EUA", disse Obama.

 

As duas companhias que receberão parte do dinheiro do estímulo de US$ 862 bilhões anunciado por Obama são a Abengoa Solar, que vai construir uma das maiores usinas de energia solar do mundo no Arizona, criando cerca de 1.600 empregos na construção civil, e a Abound Solar Manufactiring, que está construindo instalações no Colorado e em Indiana. A administração Obama diz que os dois projetos vão criar mais de 2 mil empregos na construção civil e outros 1.500 postos permanentes.

 

O anúncio de Obama aconteceu um dia depois do Ministério do Trabalho reporter que houve uma queda na oferta de emprego pela primeira vez em seis meses, incentivada pelo fim, já esperado, de 225 mil empregos temporários. Nesse meio tempo, as contratações no setor privado aumentaram em cerca de 83 mil postos.

 

A taxa de desemprego caiu para 9,5%. O presidente Obama disse que retomar todos os postos de trabalho perdidos durante a recessão pode demorar anos, mas a economia está se movendo numa direção positiva. Ele atribuiu aos Republicanos parte da culpa pela recuperação lenta da economia, dizendo que seus legisladores "estão jogando os mesmos e velhos jogos de Washington e usando seus poderes para nos fazer reféns".

 

Obama disse que para tirar a economia da beira da depressão seria necessário aumentar a dívida do país em curto prazo. Os Republicanos tentaram capitalizar esse aumento da dívida. O senador pela Geórgia, Saxby Chambliss disse no discurso semanal dos republicanos que a dívida de US$ 13 trilhões é uma questão de segurança nacional que tornará o País vulnerável e forçará as futuras gerações a "pagar impostos mais altos para fechar a conta dos gastos sem controle dos Democratas".

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