Norte e Sul são regiões com mais favelas e palafitas, diz IBGE

Pesquisa aponta que um terço dos municípios do País declara presença deste tipo de habitação

Jacqueline Farid, da Agência Estado,

12 Dezembro 2008 | 10h44

Um terço dos 5.564 municípios brasileiros declarou presença de favelas, mocambos, palafitas ou assemelhados dentro de seu território, segundo aponta a Pesquisa de Informações Municipais (Munic), divulgada nesta sexta-feira, 12, pelo IBGE. As regiões Norte e Sul (41%) apresentam as proporções mais elevadas de ocorrência de favelas, seguidas pelo Nordeste (32,7%), Sudeste (29,7%) e Centro-Oeste (19,5%).   Veja também:  Pouco mais de 1/3 das cidades têm verbas ao meio-ambiente     A Munic confirma, segundo o IBGE, que a incidência de favelas é maior nos municípios em que a população é maior. O percentual de municípios que relataram existência de favelas salta de 27,7%, naqueles com até 50 mil habitantes, para 70,8% dos que têm entre 50 mil e 100 mil habitantes, chegando a 84,7% dos municípios com entre 100 e 500 mil habitantes.   Dos 37 municípios com população acima de 500 mil habitantes, só Cuiabá informou a inexistência de favelas. Os loteamentos irregulares ou clandestinos estão presentes em mais da metade dos municípios (53,2%).   A Munic também revela que mais de 80% dos municípios do País possuíam, em 2008, cadastro das famílias interessadas em programas habitacionais. Segundo os técnicos do IBGE, esse porcentual vem crescendo em todas as regiões brasileiras desde que a pesquisa iniciou esse tipo de demanda, em 2001, quando, o porcentual de municípios que declarou ter cadastro dessa demanda era de 56,2%.

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