Neve causa transtornos nos transportes na Europa

Fortes nevascas causaram caos nos transportes na sexta-feira no norte da Europa. Centenas de voos foram cancelados na Alemanha, e o gelo sobre as estradas provocou acidentes na Polônia e na Holanda, a poucos dias do feriado de Natal.

REUTERS

17 Dezembro 2010 | 18h12

A empresa Fraport, que administra o aeroporto de Frankfurt, o mais movimentado da Europa, disse que 400 dos 1.4000 voos previstos foram cancelados, ainda que a cidade tenha sido poupada do pior da onda de frio no continente.

Outros cem voos foram cancelados em Berlim, que passou o dia coberta por uma espessa camada de neve, provocando intensos congestionamentos em algumas áreas.

Na vizinha Polônia, onde o frio já matou 93 pessoas neste inverno, o clima rigoroso se somou à entrada em vigor de uma nova tabela de horário dos trens, deixando as ferrovias e estações em situação caótica.

Por causa dos transtornos dos últimos dias, a oposição pediu a demissão do ministro polonês da Infraestrutura, Cezary Grabarczyk, que na sexta-feira foi ao Parlamento pedir desculpas pelos inconvenientes.

Uma passageira que ia de Varsóvia a Wroclaw na sexta-feira queixava-se de ter passado mais de uma hora parada dentro do trem por falta de energia. "A calefação parou, todos os banheiros fecharam e não havia meio de arrumar algo quente para beber", afirmou a mulher, que não quis dizer o nome.

Na Holanda, dois túneis foram fechados por causa do gelo e de um acidente, e 500 quilômetros de congestionamentos se formaram, disse a empresa local de transportes ANWB pelo Twitter.

O Aeroporto Schiphol, em Amsterdã, informou que dezenas de voos foram cancelados, e o transporte público nas cidades holandesas foi bastante reduzido.

Na Grã-Bretanha, uma nova nevasca ameaçada causar transtornos em estadas e ferrovias. Na Irlanda do Norte e em parte da Escócia, a polícia orientou os motoristas a evitarem viagens não-essenciais.

Charles Hendry, ministro britânico da Energia, alertou que há previsão de mais tempo ruim durante o Natal, e que isso pode causar uma "seriíssima" escassez de combustível para calefação doméstica.

Falando ao Parlamento, ele disse que a combinação de demanda em alta, atraso nas entregas e elevação dos preços pode fazer com que os lares britânicos esperem até quatro semanas pelo abastecimento.

(Reportagem de Isabel Scoles em Londres, Eric Kelsey em Berlim, Gilbert Kreijger em Amsterdã e Maria Sheahan em Frankfurt)

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