Montadoras europeias podem ter maiores restrições de CO2

Para Connie Hedegaard, meta de 15% de redução em veículos novos até 2015 não é ambiciosa o bastante

Pete Harrison, Reuters

15 Janeiro 2010 | 11h32

As reduções sobre as emissões de dióxido de carbono dos automóveis novos devem ser revistas e, eventualmente, aumentadas, pois podem não ser suficientemente ambiciosas, de acordo com a candidata a comissária do clima pela União Europeia, a dinamarquesa Connie Hedegaard, nesta sexta-feira. 

 

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Fabricantes dos 27 países do bloco fixaram uma meta de redução das emissões dos veículos novos em cerca de 15% até 2015, após uma longa batalha que os ambientalistas empreenderam contra os principais países europeus produtores de automóveis, França, Alemanha e Itália. 

 

"Pode ser importante para tentar rever - não vamos longe o suficiente no momento? Porque este é um campo onde a tecnologia está realmente se movendo muito rápido", disse Hedegaard em sua avaliação pelo Parlamento Europeu para o cargo de chefe do clima

 

"Muitas vezes vimos que a indústria irá protestar e dizer que vai ser extremamente difícil, na verdade, é quase impossível", disse a dinamarquesa. "Mas, em seguida, verifica-se que ,quando fazemos estas coisas, muitas vezes podemos fazê-lo mais rápido do que avaliado antes, e podemos fazê-lo de forma ainda mais ambiciosa."

 

Hedegaard disse que vai insistir em futuros trabalhos de redução das emissões no transporte rodoviário de mercadorias, se os parlamentares aprovarem a sua nomeação, na votação de 26 de janeiro. "Nós ainda não fizemos o que a União Europeia deve fazer com relação aos caminhões. Haverá uma iniciativa quanto os caminhões, que será uma das primeiras coisas."

 

Não ficou claro se ela estava se referindo às propostas existentes hoje da União Europeia para melhorar em mais de 10% a eficiência de combustível em vans e caminhões leves até 2016, ou se o alvo do seu discurso eram os veículos mais pesados de carga. 

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